Arquivo da tag: Séries

Lucifer | Tricia Helfer retornará com novo visual na quinta e última temporada

Atriz comentou a novidade nas redes sociais e elogiou dia de gravação

Lucifer | Tricia Helfer retornará com novo visual na quinta e última temporada

Tricia Helfer retornará como Charlotte Richards na quinta e última temporada de Lucifer. O perfil da TV Line no Twitter divulgou que a personagem estará com um visual diferente. A própria atriz retuitou a novidade. Confira:

Helfer também comentou sobre as gravações: “Me diverti muito hoje no set. Não posso dizer o que…ainda…mas foi adorável atuar e estar perto de pessoas maravilhosas”.

A quinta temporada de Lucifer terá dezesseis episódios. Originalmente, a Netflix havia encomendado dez capítulos para o último ano da série estrelada por Tom Ellis, e acabou adicionando mais seis. A estreia é prevista para maio de 2020.

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Friends | Sexteto se reúne em foto descontraída; confira

Jennifer Aniston anuncia entrada no Instagram com foto ao lado dos ex-colegas

Friends | Sexteto se reúne em foto descontraída; confira
 

Jennifer Aniston anunciou a sua entrada no Instagram com uma foto marcante, reunindo o elenco completo dos protagonistas de Friends. Na sua conta oficial, a atriz comentou “Agora somos amigos no Instagram também”, publicando uma foto ao lado de Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matthew Perry, Matt LeBlanc e David Schwimmer. Confira:

Considerada uma das comédias mais influentes de todos os tempos, Friends teve 10 temporadas, transmitidas entre 1994 e 2005, com suas histórias e personagens entrando no imaginário popular e refletindo em produções como How I Met Your MotherThe Big Bang Theory e outras comédias produzidas nas últimas duas décadas.

Fim de semestre chegando e o prazo para finalizar o TCC começa a acabar

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Disney+ revela tudo o que estará no seu catálogo em teaser de três horas

Serviço de streaming inclui clássicos do estúdio desde a década de 1930

O serviço de streaming Disney+ anunciou todas as produções que estarão disponíveis na plataforma em um teaser de três horas. O catálogo inclui clássicos do estúdio, desde as décadas de 1930, até longas que foram lançados neste ano. Confira acima.

Caso você não tenha todo esse tempo disponível, o streaming ainda listou tudo em uma thread no Twitter. Clique no tweet abaixo e confira:

Nos Estados Unidos, Países Baixos e Canadá, o lançamento acontecerá em 12 de novembro, mesma data de estreia de vários conteúdos originais. Além disso, o streaming confirmou que chega na Austrália e Nova Zelândia apenas uma semana depois, em 19 de novembro. Além de um enorme catálogo, o valor é atrativo. Nos EUA será US$ 6,99 por mês; no Canadá será US$ 8,99 e na Nova Zelândia será de US$ 9,99, valor mais alto anunciado até agora.

Sobre a estreia no Brasil, já foi confirmado que o streaming chega na América Latina em 2020, possivelmente no segundo semestre. Os valores ainda não foram anunciados, mas as expectativa é que o preço seja competitivo em comparação com outras plataformas que já existem no país, como Prime Video e Netflix. Fique ligado no Omelete para conferir todas as novidades.

The Walking Dead | Relação de Alpha e Beta é destaque em episódio do 10º ano

Segundo capítulo conta origem dos Sussurradores para contextualizar a forma como o grupo é conduzido

Samantha Morton como Alpha em The Walking Dead

Após um começo fraco, a 10ª temporada de The Walking Dead compensou com um segundo episódio melhor ao explorar seus antagonistas, os Sussurradores – especialmente a relação entre Alpha (Samantha Morton) e Beta (Ryan Hurst).

[Cuidado! Spoilers do S10E02 de The Walking Dead abaixo]

We Are the End of the World” se passa em duas linhas temporais, com flashbacks da Alpha pré-Sussurradores e também de eventos ocorrendo em paralelo com o capítulo anterior. O primeiro arco é o mais rico e traz a líder e sua filha Lydia – ainda jovem – caminhando entre os mortos. Após a garota se assustar com a violência dos mortos-vivos, as duas são forçadas a buscar refúgio em um hospital abandonado – até que descobrem a presença de um enorme homem mascarado por lá, que permite abrigo temporário. A subtrama serve para explicar a origem da relação entre Alpha e Beta, mostrando como a visão do apocalipse e das hordas zumbis de ambos é parecida e, consequentemente marcando o início dos Sussurradores.

Assim como no 9º ano, Morton rouba toda cena em que dá as caras, com versatilidade e ameaça. Mas Hurst não deixa a desejar, ainda que atue com o rosto tampado durante todo o episódio. Até o momento, seu personagem havia sido apenas mostrado como um brutamontes e, embora sua aura de mistério seja mantida, ouvi-lo falando sobre como se sente em paz com o som dos mortos deixa claro que ele é muito mais sombrio do que isso. Beta definitivamente terá parte importante na temporada, que explorará as lacunas sobre sua identidade, aparência e também a forma como ajuda Alpha.

A outra trama espelha muito do que é estabelecido neste flashback, mostrando a enorme lealdade de Beta à sua líder e ao grupo que ajudou a criar. Aqui, os dois lidam com integrantes que passam a questionar a participação e sonham como uma vida como a dos sobreviventes de Hilltop e Alexandria. O momento não só serve para introduzir Gama, nova personagem interpretada por Thora Birch, como também demonstra que Alpha, por mais intensa e violenta que seja, ainda tem um pouco de compaixão – o que é explorado mais adiante quando revela ter saudades de sua filha, ainda que contrarie suas ideias e crenças.

Ainda que não tenha sido escrito pela showrunner, é um episódio muito alinhado com a visão de Angela Kang de segurar a mão na ação para desenvolver seus personagens. A nona temporada funcionou por causa disso. Tirando um início raso e truncado, o décimo ano parece estar seguindo o mesmo caminho.

The Walking Dead é transmitida aos domingos, às 22h, pelo canal pago Fox e também no streaming Fox App.

Warner Channel anuncia estreias de séries do Arrowverse

The Flash, Arrow e Supergirl serão exibidos aos domingos

Imagens de The Flash, Supergirl e Arrow/CW/Divulgação

 

Com algumas séries já em andamento nos Estados Unidos, o Arrowverso já tem data definida para estrear na TV brasileira. Arrow, The Flash e Supergirl chegam ainda em outubro na Warner Channel.

No próximo domingo, 20 de outubro, a sexta temporada de The Flash estreia às 22h25, com Barry (Grant Gustin) se preparando para enfrentar a Crise nas Infinitas Terras.

À meia-noite de domingo para segunda, Supergirl inicia sua quinta temporada, com Kara (Melissa Benoist) em conflito sobre contar ou não seu segredo para Lena (Katie McGrath), ao mesmo tempo em que enfrenta uma fugitiva da Zona Fantasma.

Já a oitava e última temporada de Arrow estreia no dia 27 de outubro, às 23h15 e mostrará Oliver (Stephen Amell) prestes a embarcar na última batalha de sua vida como o Arqueiro Verde.

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A Guerra dos Mundos | Aliens invadem a Inglaterra em trailer de minissérie

BBC adapta obra de H.G. Wells em três capítulos

Nova minissérie da BBC, A Guerra dos Mundos adapta a pioneira obra de ficção científica de H.G. Wells em três episódios e mostra toda a tensão e destruição trazida pelos invasores extraterrestres – veja acima.

A história companha o casal George (Rafe Spall) e Amy (Eleonor Tomlinson), que decide se casar apesar do julgamento sofrido por suas diferentes origens sociais. Em meio ao preconceito enfrentado pelos dois, a humanidade é invadida por uma sociedade alienígena extremamente avançada, com tecnologia extremamente superior à disponível nos anos 1910.

Em exibição no Reino Unido, A Guerra dos Mundos não tem data para chegar ao Brasil.

 

Star Trek: Picard | Segunda temporada já está em desenvolvimento

Série estrelada por Patrick Stewart estreia em janeiro

Star Trek: Picard | Segunda temporada já está em desenvolvimento

Star Trek: Picard série que trará o personagem de Patrick Stewart de volta à franquia Star Trek, nem estreou sua primeira temporada, mas já prepara episódios para um segundo ano. A confirmação veio do produtor Alex Kurtzman, que foi questionado pelo Trekcore sobre uma possível 2ª temporada:

Definitivamente. Já está em desenvolvimento”, comentou Kurtzman. 

A série focará no personagem vivido por Stewart durante sete anos em Star Trek: Next Generation e trará o ator de volta ao papel principal. O elenco também conta com nomes como Alison Pill (The Newsroom), Harry Treadaway (Penny Dreadful), Isa Briones (American Crime Story: Versace), Santiago Cabrera (Salvation), Evan Evagora e Michelle Hurd (Blindspot), além do retorno de atores clássicos da franquia: Brent Spinner, o tenente-comandante DataJonathan Frakes, o comandante William T. RikerMarina Sirtis, a Deanna Troi, todos de A Nova Geração; e Jeri Ryan, a Sete de Nove de Voyager.

A trama da nova série deve se passar 20 anos após a última vez que Picard foi visto em ação, durante os eventos de Star Trek: Nemesis, filme de 2002. A ideia é mostrar o personagem fora da Frota Estelar. A equipe criativa por trás do novo seriado inclui Alex Kurtzman, atual showrunner de Star Trek: Discovery.

A produção, que será transmitida fora dos Estados Unidos pelo Prime Video, tem estreia marcada para 24 de janeiro de 2020.

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The Rocketeer | Ator do longa original retornará para série infantil

Billy Campbell dublará o pai da personagem principal

The Rocketeer, filme da Disney lançado em 1991, ganhará uma nova versão do canal Disney Junior, com uma garota protagonista. Apesar da mudança no papel principal, a série marcará o retorno do ator do filme original, Billy Campbell, que dublará a voz da jovem Kit.

Na trama, Kit recebe um misterioso pacote no dia do seu aniversário, revelando que ela é a próxima na linhagem dos Rocketeers, defensores do bem que voam pelos espaços com um jetpack e uma armadura dourada. O primeiro trailer pode ser conferido acima.

The Rocketeer estreia na Disney Channel em 8 de novembro. 

O primeiro filme é baseado na HQ dos anos 80 de Dave Stevens. Na trama, Cliff Secord, um piloto de acrobacias, descobre um tipo de armadura que o permite voar e ser um super-herói.

Breaking Bad | Como a série mudou a televisão para sempre

Seriado comemora dez anos da estreia do seu primeiro episódio

Breaking Bad | Como a série mudou a televisão para sempre

Há mais de dez anos Breaking Bad estreava seu primeiro episódio. A série, que não contava com nenhuma grande estrela do cinema ou tinha um nome conhecido em seus bastidores, começou discreta e ao final da segunda parte de sua quinta temporada tornou-se um fenômeno cultural que transformou para sempre a televisão. Com um roteiro cirúrgico, uma fotografia inovadora e atuações marcantes, rapidamente ela virou o marco da nova era de ouro da televisão.

A série foi a primeira a se aproveitar do fenômeno Netflix. Apesar de ser amplamente elogiada pela crítica ao longo de suas primeiras temporadas, o drama não era um sucesso de público. A média de audiência era relativamente baixa, entre 1,2 e 1,9 milhão de espectadores (para base de comparação, a temporada de Big Bang Theory com audiência mais baixa contou com 8,3 milhões de espectadores). Contudo, tudo mudou quando a série ficou disponível no serviço de streaming.

Com a oportunidade dos fãs de maratonar, o seriado cresceu ano após ano e virou um fenômeno justamente quando estava prestes a acabar. Com esse crescimento, os produtores decidiram dividir a quinta temporada em duas partes – com oito episódios lançados em 2012 e mais oito estreando em 2013. Foi nesse momento que ficou claro o crescimento do seriado após sua entrada na Netflix: o encerramento da quarta temporada contou com 1,9 milhão de espectadores, enquanto o final da série teve 10,2 milhões de pessoas. “Acredito que a Netflix nos manteve no ar”, admitiu Vince Gilligan, criador do programa, no Emmy de 2013 (via Mashbale).

Ao encerrar sua série no auge, Gilligan fez algo pouco comum na televisão. Até então, quanto mais sucesso a série tinha, mais temporadas eram encomendadas e, muitas vezes, elas não mantinham a qualidade dos primeiros anos – como foi, por exemplo, o caso de Dexter e Lost, que tiveram finais considerados insatisfatórios para a maioria dos fãs. O showrunner afirmou que sempre pensara em cinco temporadas para mostrar a decadência de Walter White e não queria acabar com o legado do seriado, que fechou como um dos mais aclamados pela crítica por conta, especialmente, de seu roteiro afiado.

A história de Breaking Bad, aparentemente, é simples: um professor de química diagnosticado com um câncer no pulmão que decide entrar para o mundo das drogas para juntar dinheiro e, assim, de alguma forma ajudar sua família quando morrer. Porém, fazer isso de uma maneira orgânica está muito longe de ser fácil. Para chegar nesse ponto, Gilligan e sua equipe transformaram personagens, mudaram ideias que tinham antes da série e se abriram para oportunidades que apareceram no meio do caminho.

O maior exemplo disso envolve Aaron Paul, que interpretou Jesse Pinkman. A ideia inicial de Gilligan era matar o personagem logo na primeira temporada e mostrar a decadência solitária de Walter White. Porém, o criador do seriado viu que havia uma química inegável entre Bryan Cranston e Paul e, como a temporada inicial foi menor por causa de uma greve de roteiristas, ele manteve o jovem ator no elenco. “Não sabia o quão bom [Aaron Paul] era quando o contratei. Percebi pelo episódio 2 que seria um grande e absurdo erro matar Jesse”, afirmou Gilligan durante uma série de perguntas e respostas em 2011.

Breaking Bad/AMC/Reprodução

Jesse era o contraponto perfeito de Walter White. Enquanto o garoto admitia ser um vilão (mas no fundo não era), o novo Rei das Drogas nunca olhava para si como um homem mal (quando na verdade estava cada vez pior). Jesse é um dos personagens mais importantes da série e sua relação com Walt fortaleceu o personagem e sua jornada.

“Lembro que a guia de Vince para Walt sempre foi mostrar a transformação do Mr. Chipps [o professor simpático do filme Adeus, Mr. Chips] no Scarface [personagem imortalizado por Al Pacino]”, afirmou Bryan Cranston ao THR em 2011. Gilligan pode ter mudado o destino de alguns personagens, mas nunca abandonou essa ideia de mostrar a transformação de um homem comum em um vilão. O elenco, que foi muito bem escalado, conseguiu mudar junto com seus papeis e foram guiados pela performance histórica de Cranston.

O ator é o ponto alto da série. Conhecido por comédias como Malcom in the Middle, ele se transformou completamente para viver aquele que considera o papel de sua vida. Em nenhum momento ele julga as ações de seu personagem e entrega uma performance viva, realista e humana. “Você vê humanidade nele, mesmo quando ele faz as coisas mais terríveis, mesmo quando toma as piores decisões. Você precisa de alguém que tenha humanidade para que o espectador diga ‘muito bem, eu compro essa ideia. Não gosto do que ele está fazendo, mas eu entendo, e vou ver onde vai chegar’. Se você não tem um cara que te dá isso, o programa não vai para frente”, afirmou Gilligan em 2009 ao NJ.com.

Breaking Bad ajudou a revolucionar a televisão. Hoje, atores e atrizes de renome estão voltando seus olhos para séries que, cada vez mais, são o melhor lugar para criar projetos arriscados e diferentes. Breaking Bad ajudou a pavimentar esse caminho e, por isso, é uma das séries mais importantes da história.

El Camino: A Breaking Bad Movie, filme que narra o que aconteceu com Jesse Pinkman após os eventos da série original, já está disponível na Netflix.

Como um episódio de Arquivo X foi fundamental na criação de Breaking Bad

Vince Gilligan descobriu Bryan Cranston em um episódio da ficção

Bryan Cranston em Breaking Bad

Considerada um marco na televisão, Breaking Bad tornou-se, com o passar dos anos, uma das mais respeitadas séries de todos os tempos. A crítica não poupou elogios nem para a história, nem para as atuações – que são guiadas pela performance marcante de Bryan Cranston. O protagonista, porém, por muito pouco não foi escalado para o drama. Na realidade, ele só ganhou o papel por causa de uma ponta que fez em Arquivo X.

Anos antes de criar a história de Walter White, Vince Gilligan era um dos roteiristas das aventuras de Mulder e Scully. Ainda jovem, o futuro showrunner de Breaking Bad deu ao longo da série seus primeiros passos na televisão e garante que aprendeu tudo o que sabe trabalhando com os produtores Chris Carter (criador do programa), Frank Spotnitz e John Shiban. “Foi um aprendizado gigantesco, foi como uma escola de cinema, exceto que eu era pago para ir nas aulas”, afirmou ao Huffington Post.

Ao longo de sua carreira, ele escreveu um total de 29 episódios, tornou-se co-produtor executivo de outros 44, produtor executivo de 40 e supervisionou a produção de 20 capítulos. Dentre as várias experiências que teve dentro do programa, uma delas viria a mudar o rumo de sua futura série: a gravação do capítulo “Drive”, em 1998.

Roteirizado por ele próprio, o segundo episódio da sexta temporada mostrava Mulder sendo sequestrado e precisando dirigir a toda velocidade com uma arma apontada em sua direção – tudo porque o sequestrador garantia que sua cabeça iria explodir caso o agente do FBI parasse. O personagem era considerado assustador pelos produtores, por isso, Gilligan queria um ator competente para lhe dar algum tipo de humanidade.

A produção, então, encontrou Bryan Cranston, ator que havia trabalhado em pequenos filmes, séries e havia feito dublagem para vilões em Power Rangers“Tínhamos esse vilão e precisávamos que a audiência sentisse pena quando ele morresse. Bryan era o único que conseguia fazer isso, que conseguia fazer esse truque – algo que não faço ideia de como ele faz”, afirmou ao New York Times. O episódio se tornou um dos favoritos dos fãs e Cranston conseguiu chegar no ponto idealizado por Gilligan, tornando o personagem, acima de tudo, humano.

Anos depois, em 2007, Gilligan criou o conceito de Breaking Bad, programa que mostraria a transformação de um homem comum no maior vilão possível. O produtor contava com algumas possibilidades para ser a estrela da sua nova série, porém apenas um nome lhe encantava: Bryan Cranston.

Na época, o ator havia estourado na televisão como o pai atrapalhado da comédia Malcolm in the Middle e os donos do canal AMC, que havia encomendado o piloto da série, não estavam convencidos de que ele seria a pessoa ideal para interpretar Walter White. Após nomes como John Cusack e Matthew Broderick recusarem o personagem, Gilligan exibiu o episódio de Arquivo X e surpreendeu os executivos, que decidiram aprovar a contratação.

Imediatamente, Cranston começou a trabalhar no conceito do personagem. Como Gilligan não havia escrito um passado para White, o ator se deu ao trabalho de escrever uma história para o professor de química para fortalecer sua atuação. Depois disso, ganhou alguns quilos para mostrar a fraqueza do personagem e mudou seu cabelo. Assim nasceu o químico cujo declínio encantou o público ao longo de cinco temporadas.

Desde então, Cranston tornou-se uma estrela, sendo inclusive indicado ao Oscar por sua performance em Trumbo, enquanto Gilligan virou um dos nomes mais respeitados do mercado, desenvolvendo inclusive um derivado de Breaking Bad focado no advogado trambiqueiro Saul Goldman, Better Call Saul – obra elogiada pela crítica especializada e que recebeu múltiplas indicações ao Emmy.

Apesar de uma ser sobre ficção cientifica e outra um drama sobre a transformação de um homem, Arquivo X Breaking Bad serão para sempre ligadas. Tudo por causa de um simples episódio.

El Camino: A Breaking Bad Movie, filme que narra o que aconteceu com Jesse Pinkman após os eventos da série original, já está disponível na Netflix.