Arquivo da tag: Polêmica

Viúva de Chris Cornell processa Soundgarden por falta de pagamentos

Banda estaria pressionando Vicky Cornell por canções que o esposo gravou antes de falecer

Viúva de Chris Cornell processa Soundgarden por falta de pagamentos

Vicky Cornell, viúva de Chris Cornell, está processando o Soundgarden por falta de pagamentos. De acordo com o TMZ, ela afirma que o grupo estaria bloqueando os royalties em troca dos direitos autorais de sete músicas gravadas pelo vocalista antes de sua morte, em 2017. Segundo a reportagem, Vicky teria oferecido dividir as canções, que são de propriedade, com a banda, que teria recusado. Ela ainda afirma que o guitarrista Kim Thayil está colocando a vida de sua família em risco ao voltar os fãs contra eles. A banda ainda não se manifestou.

Vocalista do Soundgarden e do Audioslave, Chris Cornell foi encontrado morto aos 52 anos em maio de 2017, horas após um show.

American Crime Story | Clive Owen interpretará Bill Clinton em série

Monica Lewinsky será uma das produtoras da temporada

American Crime Story | Clive Owen interpretará Bill Clinton em série

Clive Owen interpretará Bill Clinton na terceira temporada de American Crime Story, ano que focará no escândalo que quase tirou o presidente da Casa Branca em 1999. A informação é da Deadline.

O ator se une ao elenco formado por Sarah Paulson, que interpretará Linda TrippBeanie Feldstein, que será Monica Lewinsky, e Annaleigh Ashford, que atuará como Paula Jones

O novo ano contará com Monica Lewinsky como uma das produtoras e está no processo de escalação da atriz que interpretará Hillary Clinton

A série tem roteiro de Sarah Burgess e é baseada no livro A Vast Conspiracy: The Real Story of the Sex Scandal That Nearly Brought Down a President. As filmagens estão previstas para começar em março e o lançamento está marcado para 27 de setembro de 2020.

A Jornada do Autodidata em Inglês

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Marvel e o cinema: o que está por trás do comentário de Scorsese

Opinião do diretor jogou luz em uma questão antiga sobre o futuro da indústria, e abriu portas para uma reflexão sobre a fórmula do MCU

Marvel e o cinema: o que está por trás do comentário de Scorsese

“Marvel é cinema?” virou a nova questão da moda, para adicionar aos clichês como “o rock morreu?” ou “o que é arte?”. Desde que Martin Scorsese lançou a polêmica no início de outubro, críticos e fãs começaram a debater online, em um movimento que, provavelmente, o diretor de Taxi Driver e Os Bons Companheiros não imaginaria que acontecesse. E por mais que seja imediato para muitos responder algo como simplesmente “é claro que é”, existe algo que até Robert Downey Jr. foi o primeiro a admitir: “nós precisamos de perspectivas diferentes”. Mesmo que seja fácil rebater Scorsese, é válido aceitar a crítica e pensar no debate, ainda mais em um momento tão predominado por ódio e negação.

O que Scorsese disse sobre os filmes da Marvel não é uma opinião de cada obra em si, até porque ele mesmo admitiu não assistir aos filmes do MCU. As frases que dominaram as manchetes deram a entender uma intolerância por parte do diretor que acabou apagando o foco de seu depoimento, que é o perigo da predominância dos filmes de heróis nas salas de cinema. O que Scorsese disse pouco tem a ver com a qualidade de Vingadores: Ultimato, por mais que os críticos de Twitter tenham atacado em onda, como se tivessem sido pessoalmente ofendidos. Tudo isso trouxe à tona algumas coisas que valem ser explicitadas: tanto a negação em ouvir críticas, quanto o estado atual do cinema e o rumo que ele toma atualmente.

O PROBLEMA DE SCORSESE

A crítica de Scorsese talvez esteja fundamentada em algo muito particular, que vem de um momento atual da carreira do diretor. No tempos áureos de sua carreira, nos anos 70 e 80, o interesse dos estúdios estava em seus projetos. Em 2019, O Irlandês, seu mais novo lançamento, precisou ser levado para a Netflix, única empresa que aceitou o alto custo de produção após a desistência da STX e da Paramount Pictures em se envolver no projeto. No ano passado, o filme dos Irmãos Coen, The Ballad Of Buster Scruggs, passou pelo mesmo processo, e Joel Coen explicou [via LA Times]: “[a Netflix] está gastando dinheiro com filmes que não são da Marvel ou grandes franquias de ação, que é o negócio dos grandes estúdios hoje em dia”.

Existe, sim, um tipo de filme que perde espaço nos cinemas com a predominância da Marvel, e é exatamente o tipo de produção de Martin Scorsese. Talvez seja por isso que um filme claramente inspirado em seu estilo, que lembra a Nova York dos anos 70 e seja um claro estudo de personagem e violência, hoje precise se chamar Coringa para brilhar na bilheteria e quebrar recordes.

A previsão não é tão fatalista quanto parece: estúdios como a A24 ou a Fox Searchlight ainda gastam um orçamento médio com filmes que tem bons resultados, como Midsommar ou Jojo Rabbit, mas existe sim uma transição na indústria. Filmes do Scorsese ou dos Irmãos Coen também não vão acabar, provavelmente graças ao streaming, mas que eles perderam espaço nas salas de cinema é inegável. Por isso, quando Scorsese diz que estamos sendo “invadidos”, o comentário é específico e válido.

A SINGULARIDADE DA MARVEL

Enquanto a declaração de Scorsese parece ter vindo de um lugar pessoal, ele abriu portas para diversos cineastas darem as suas opiniões, e assim como o primeiro, elas vieram de nomes mais do que respeitados na indústria, desde Francis Ford Coppola a Fernando Meirelles. Com graus diferentes de intensidade, cada um dos cineastas explicou uma questão apresentada pela Marvel, indicando que talvez exista algo por trás da simples frase “Marvel não é cinema”.

O formato que o MCU criou em seus mais de 10 anos de existência foi algo inédito. A estrutura de 23 filmes que existem em um universo compartilhado e dependem (pelo menos até certo nível) de uma experiência prévia foi algo nunca visto antes, que se assemelha mais com o modelo televisivo do que com o cinema. Nisso, a facilidade de financiar e lucrar com projeto atrás de projeto criou uma máquina imparável de produção, algo que foi o alvo das críticas de Ken Loach. Para o diretor de Ventos da Liberdade, as produções da Marvel “são como uma commodity que dará lucro para uma grande corporação”. A questão não é o lucro em si (afinal todo estúdio espera o máximo de retorno a cada lançamento), mas a repetição de uma mesma fórmula diversas vezes, que para Loach, é como a produção de hambúrgueres.

Independente da opinião geral sobre os longas ou do sucesso dos filmes da Marvel, seus projetos são visivelmente baseados em uma fórmula, que há tempos vai sendo repetida. Quando Coppola se aprofundou em seus comentários – que no início foram reportados apenas como uma referência do diretor aos filmes da Marvel como “desprezíveis” – ele explicou um quesito certeiro, que se relaciona com este mesmo elemento formulaico. Para o diretor, o que carece nos filmes da Marvel e sempre fez parte da essência do cinema foi risco, algo que não há no estúdio há tempos e está relacionada ao estilo específico de filmes que foi criado pelo MCU: “falta risco na produção (…) Parte do processo é o risco, é isso que faz [o cinema] interessante, é por isso que nós aprendemos tanto quando eles são feitos”. Seu comentário foi arrematado com uma observação ainda mais afiada, mas igualmente justa: “riqueza é o que contribui para a sociedade, e cinema funciona do mesmo modo. Cinema de verdade entrega algo, um presente formidável para a sociedade. Não apenas torna pessoas mais ricas”.

A crítica é definitivamente mais dura do que a declaração de Scorsese, mas ela é, também, mais ampla e mais questionável. Sim, a Marvel tem a sua fórmula, mas existe muito mérito em tê-la construído. Além disso, apesar de carecer de risco há tempos, não existe nada de errado, pelo menos à princípio, em entregar entretenimento puro, que definitivamente tem uma base de fãs que se alegra a cada lançamento. Diversos filmes do MCU não são desprovidos de uma mensagem e muito menos inovação tecnológica, elementos que também fazem parte da essência do cinema. Se isso não bastasse, o estúdio também serviu como canal dos maiores lançamentos impulsionadores de representatividade. Já é lugar comum usar Ryan Coogler como exemplo, mas desprezar a importância de Pantera Negra para o cinema certamente seria um equívoco.

Amar ou admirar a Marvel e seus filmes não deveria impedir uma reflexão crítica de suas estratégias e muito menos gerar intolerância em relação aos seus críticos. Quando um dos maiores nomes do cinema expressa uma opinião, como fez Martin Scorsese, por mais que a resposta seja discordância, é necessário abrir um debate. Com uma voz de peso, o que o diretor fez foi iniciar uma discussão do que parece ser o futuro do cinema. E por mais que a resposta seja “a predominância da Marvel e o lançamento de grandes diretores na Netflix”, assim como qualquer debate sobre domínio na indústria, a reflexão precisa acontecer, e de modo saudável.

Francis Ford Coppola esclarece comentários a respeito dos filmes da Marvel

Diretor de O Poderoso Chefão afirma que foi mal interpretado em relação às suas críticas

Francis Ford Coppola esclarece comentários a respeito dos filmes da Marvel

Francis Ford Coppola voltou a comentar a polêmica sobre os filmes da Marvel. Há algumas semanas, o diretor de O Poderoso Chefão comentou a declaração de Martin Scorsese, que afirmou não considerar longas do MCU como cinema. Foi noticiado que Coppola chamou as produções do Marvel Studios de “desprezíveis”. Entretanto, o cineasta afirma que suas palavras foram mal interpretadas, pois se referia à forma gananciosa como a indústria passou a enxergar essas produções. Leia abaixo a declaração original:

“Quando Martin diz que a Marvel não faz cinema, ele está certo porque nós esperamos aprender algo com o cinema, algum tipo de conhecimento, iluminação, inspiração. Eu não conheço ninguém que tire algo disso ao ver o mesmo tipo de filme várias e várias vezes seguidas. (…) E também, há uma filosofia de que uma pessoa com riqueza pode ser justa ou injusta. É muito importante quando você pensa sobre isso. Ganhar riquezas de forma injusta apenas gasta, não contribui com nada. Saudável é apenas o que é justo e traz mais para a sociedade. Cinema é a mesma coisa. Cinema de verdade traz algo, um maravilhoso presente para a sociedade. Não apenas faz dinheiro e deixa as pessoas ricas. Isso é desprezível. Então Marty foi gentil quando disse que não é cinema, ele não disse que é desprezível. O que eu estou dizendo.”

Em nova entrevista ao Deadline sobre o assunto, Francis Ford Coppola explicou que há qualidades em filmes da Marvel, mas concordou com Scorsese de que as produções se parecem mais com um parque de diversões:

“Sabe, tenho certeza que você está resumindo o que quer que Martin tenha dito. A essência de seu discurso. Se você perguntar a ele se há talento e expressão cinemática, se há um grande trabalho por trás de certos filmes da Marvel, ele diria sim. Mas seu ponto é que o conceito dos filmes da Marvel consumiram todo o oxigênio, ou seja, os recursos não são realmente mais do que um passeio pelo parque temático do que podemos chamar de cinema. Sim, eu concordo com ele. Mas comerciais de TV também são cinema – mas é uma bela forma de cinema? não.”

Coppola explicou também sua aversão à franquias que repetem uma fórmula em busca não de arte, mas de lucro:

“Particularmente não gosto da ideia de franquias, a noção de que você pode continuar repetindo essencialmente o mesmo filme por ganho financeiro – em outras palavras, a abordagem formulaica. Sinto que essa abordagem reduz os riscos econômicos dos filmes, e sinto que o ‘fator risco’ é um elemento que às vezes torna os filmes grandiosos. E também, os filmes formulaicos moldam os recursos disponíveis a eles, deixando pouco para produções mais ousadas, reduzindo diversidade.

De certa forma, acredito que cinema é como comida: você certamente pode adicionar coisas para torná-lo apetitoso, saboroso e agradável, mas tem que ter algo de nutritivo para ser considerado como comida de verdade.”

Filmes que contarão a história de Suzane Von Richthofen terminam produção

A Menina Que Matou os Pais e O Menino Que Matou Meus Pais estreiam no primeiro semestre de 2020

Filmes que contarão a história de Suzane Von Richthofen terminam produção

A Menina Que Matou os Pais e O Menino Que Matou Meus Pais, filmes que contarão o Caso Von Richthofen, encerraram o processo de filmagens, e agora entram em fase de pós-produção. A expectativa é que os dois filmes, que mostrarão pontos de vistas distintos, tenham estreia no primeiro semestre de 2020.

A Menina que Matou os Pais mostrará o ponto de vista de Suzane Von Richthofen e O Menino Que Matou Meus Pais, mostrará o ponto de vista de Daniel Cravinhos. Segundo a equipe, essa foi a solução encontrada para que o material seja fiel ao que é narrado nos autos oficiais pela dupla. O lançamento das duas produções acontecerá simultaneamente.

Anteriormente, a protagonista Carla Dias afirmou que se inspirou em produções como Laranja Mecânica e O Silêncio dos Inocentes para atuar na produção.

O longa terá direção de Mauricio Eça (Apneia e Carrossel) e roteiro assinado por Illana Casoy, criminóloga, escritora e maior especialista em serial killers do Brasil, juntamente com Raphael Montes, escritor brasileiro de literatura policial. A estreia é prevista para o primeiro semestre de 2020.

Viola Davis dá sua opinião sobre polêmica entre Marvel e Scorsese

“A arte vive no mundo da imaginação”, disse a atriz que vive Amanda Waller no Universo DC

Viola Davis dá sua opinião sobre polêmica entre Marvel e Scorsese

A atriz Viola Davis foi mais uma personalidade a se manifestar diante do recente debate sobre o cinema da Marvel, provocado pelos comentários do diretor Martin Scorsese. Durante o Festival de Cinema de Roma, ela disse gostar tanto dos filmes da Marvel quanto da DC porque são produções que ampliam a imaginação do seu público (via Hollywood Reporter).

“Albert Einstein disse que a imaginação é mais valiosa do que o conhecimento. Se eu não tivesse minha imaginação, ainda seria a pobre Viola vivendo em Central Falls, Rhode Island”, disse a premiada atriz. Para ela, é no mundo da imaginação que a arte vive.

“É o playground de Deus. Não cabe a ninguém dizer o que merece estar lá ou não. Pode viver ali tudo o que você quiser”, continuou. “É por isso que temos alguns dos melhores pintores, dos melhores atores, dos melhores escritores. E é por isso que vivemos. Então acredito que exista um lugar para todos”.

Davis, porém, reconhece a importância da opinião de Scorsese. “Ele está dando a sua visão. Acredito que seja válido. Todo mundo tem um lugar, uma opinião. Mas eu gosto de um bom filme da Marvel”.

Uma onda de críticas à filmes da Marvel surgiu após Martin Scorsese ter dado o pontapé, dizendo que filmes do MCU “não são cinema”. Desde então, diversos nomes da indústria já se pronunciaram, como Francis Ford Coppola que chamou os filmes de “desprezíveis” e o CEO da Disney Bob Iger, que saiu em defesa das produções.

Star Wars | Família de Carrie Fisher repudia livro não-autorizado sobre atriz

Pai de Billie Lourd afirmou em comunicado que ele e a filha não conhecem a autora de A Life on the Edge

Cena de Star Wars Os Últimos Jedi/Lucasfilm/Divulgação

Um livro não-autorizado sobre a vida de Carrie Fisher gerou uma reação negativa por parte da família da atriz. Bryan Lourd, ex-marido de Fisher, afirmou que a biografia Carrie Fisher: a Life on the Edge foi escrito por Sheila Weller sem o consentimento dos parentes da eterna General Leia.

Em um comunicado oficial, Lourd afirmou que nem ele e nem sua filha com Fisher, Billie Lourd, conhecem a autora e que, até onde ele sabe, Weller nunca teve contato com Fisher. “Para ser claro, eu não li o livro”, afirmou o empresário, “os únicos livros que sobre Carrie Fisher que valem a pena ler são aqueles escritos por Carrie. Ela nos disse absolutamente tudo o que precisávamos saber”.

O pai de Billie Lourd afirmou que sua intenção era avisar fãs e amigos da ex-mulher sobre a natureza da biografia, para que as pessoas não fossem pegas de surpresa após o seu lançamento, em 12 de novembro.

Ao todo, Fisher escreveu três livros com histórias autobiográficas: Wishfull Drinking, de 2008, Shockaholic, de 2011, e The Princess Diarist, lançado em 2016, ano de sua morte.

Esquadrão Suicida | David Ayer nega ter cortado cenas de Jared Leto

Diretor diz que trecho da reportagem do THR é imprecisa

Jared Leto como Coringa em Esquadrão Suicida

A performance de Jared Leto como Coringa em Esquadrão Suicida voltou a ser alvo de polêmicas com um artigo recente do Hollywood Reporter, que fala que o ator tentou impedir a produção de Coringa, do Todd Phillips. Agora, um outro trecho levantou discussões ao afirmar que David Ayer, diretor do filme de 2016, não gostou da performance de Leto e cortou suas cenas do filme. No Twitter, o cineasta desmentiu, chamando o relato de “informações imprecisas. Não são minhas palavras e nem ações.

Ayer já falou no passado que as mudanças se deram por interferência da Warner Bros. no projeto, tendo retirado cenas do vilão com a Arlequina (Margot Robbie). O ator também se mostrou incomodado no passado, tendo declarado que era possível “encher um DVD inteiro com a quantidade de cenas deletadas” de seu personagem – saiba mais.

O Coringa de Leto não estará na nova versão de Esquadrão Suicida de James Gunn ou nenhum outro projeto da Warner Bros por enquanto, decisão que supostamente deixou o ator “alienado e decepcionado”.

Lançado em 2016, Esquadrão Suicida fez US$746 milhões na bilheteria mundial. O próximo filme, comandado por James Gunn, usará alguns dos mesmos personagens mas não terá tantas conexões com a trama.

Francis Ford Coppola diz que filmes da Marvel são “desprezíveis”

Diretor de O Poderoso Chefão apoia comentários de Martin Scorsese

Francis Ford Coppola na MSNBC

A polêmica continua. Semanas após Martin Scorsese iniciar um debate ao dizer que não acredita que a Marvel faça cinema, agora foi a vez de Francis Ford Coppola – diretor por trás da trilogia O Poderoso Chefão e outros clássicos como Apocalypse Now e Drácula – reforçar o argumento contra a empresa ao chamar os filmes do MCU de “desprezíveis”.

Quando Martin diz que a Marvel não faz cinema, ele está certo porque nós esperamos aprender algo com o cinema, algum tipo de conhecimento, iluminação, inspiração. Eu não conheço ninguém que tire algo disso ao ver o mesmo tipo de filme várias e várias vezes seguidas. Martin pegou leve ao dizer que os filmes da Marvel não são cinema, pois eu os acho desprezíveis”, falou aos jornalistas na cerimônia de entrega do prestigiado Prêmio Lumière, o qual Coppola recebeu um prêmio por suas várias contribuições ao cinema [via Screen Rant].

Cineastas como James Gunn, Rian Johnson e Damon Lindelof já se pronunciaram com réplicas aos comentários de Martin Scorsese, além da atriz Karen Gillan.

Era Uma Vez… Em Hollywood tem estreia cancelada na China

Filha de Bruce Lee teria pedido para que filme não fosse exibido no país

Cena de Era Uma Vez em Hollywood/SonyPictures/Divulgação

A China deve demorar um pouco mais para assistir Era Uma Vez… Em Hollywood. Programado para entrar em cartaz no país no dia 25 de outubro, o filme teve sua estreia adiada indefinidamente. De acordo com o Hollywood Reporter, o cancelamento aconteceu a pedido de Shannon Lee, filha do lendário ator Bruce Lee, que criticou a maneira como o pai foi retratado no filme.

A China era vista como importante mercado para o filme, que contava com os espectadores do país para quebrar a marca de US$ 400 milhões nas bilheterias mundiais (atualmente, o longa conta com US$ 366 milhões arrecadados).

Enquanto a Sony, estúdio original do filme, e a Bona Film Group, distribuidora local de Era Uma Vez… Em Hollywood, discutem um corte que agrade os censores chineses, Quentin Tarantino, diretor do longa, afirma que não mudará sua obra para se adequar ao mercado chinês (via Collider).

Em 2013, após o lançamento de Django Livre na China, o filme foi retirado dos cinemas e reeditado por conta de seu conteúdo violento e sexual. O novo corte foi uma decepção nas bilheterias no país, o que pode explicar a relutância do cineasta em mexer com outro trabalho por conta do público chinês.

Essa não é a primeira polêmica envolvendo conteúdos americanos na China. Ainda em outubro, a animação South Park foi completamente apagada das redes chinesas após satirizar a política de censura no país e a boa vontade de diversas celebridades e artistas de adaptar suas obras para lucrar no país.

Com Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie no elenco principal, Era Uma Vez Em… Hollywood acompanha Rick Dalton, ex-astro de uma série de TV, e seu dublê de longa data, Cliff Booth, durante o ano de 1969.