Todos os posts de Silvio Machado

Apaixonado por publicidade e cultura pop em geral, adoro estar por dentro das notícias, especulações, etc. Escrever sobre e deixar você atualizado também é o que me motiva a seguir com meu blog, espero que você goste.

Orange Is the New Black – 7ª temporada | Crítica

Uma das maiores veteranas da Netflix chega ao fim cercada de homenagens e melancolia

Orange Is the New Black - 7ª temporada

Séries prisionais não são necessariamente um filão da teledramaturgia. Temos alguns títulos importantes como Oz e Prison Break, mas entre algumas tentativas falhas e poucos sucessos, a abordagem da rotina dentro de um presídio – quando acontecia – era sempre para retratar os horrores que os prisioneiros passavam todos os dias. Oz, por exemplo, foi uma série que antecedeu a grande transformação criativa promovida por The Sopranos (embora também fosse da HBO); e mesmo que tivesse um tom de crônica, era uma série tomada de violência e visceralidade. Era uma abordagem óbvia, claro. O que mais uma prisão poderia ter a oferecer? Seria possível encontrar otimismo e leveza numa narrativa assim?

A proposta de Orange is the new Black não tinha a menor intenção de pintar uma cadeia somente com cores claras, mas era uma proposta inesperada, ligeiramente cômica, que mesmo reforçando com um texto elegante o drama de cada uma das detentas, não perdia a oportunidade de cavucar ternura entre um corte e outro. Prisões, como um todo, são um território de abordagem criminosa que no caso dos homens toca em questões instintivas, sócio-políticas e egocêntricas; transferidas para a televisão com sangue e tensão em todos os casos. Orange nunca esqueceu-se da vaidade e do ego, mas aproveitou sua voz para falar de problemas que cercam as mulheres prisioneiras na forma de machismo, preconceito e abuso.

A premissa da série – a chegada de Piper (Taylor Schilling) ao presídio – ajudava na flexibilização dos níveis dramáticos da produção. Piper era uma patricinha apaixonada que acabou indo parar na cadeia num desvio impensado. Branca e privilegiada, a personagem se via fazendo uma curva imprevista no destino de todos que nascem como ela. Sem cair na fórmula quase irresistível do “rico num ambiente pobre”, a série apostou nas discrepâncias do mundo de Piper sim, mas ficou claro muito cedo que aquela era uma produção que queria falar sobre as mulheres, sobre muitos e muitos tipos delas, vindas de muitas histórias, cheias de muitos sonhos. Então, com variações de foco a cada temporada, Orange foi seguindo com um time central que passou a ser adorado no mundo todo. 

O nova Orange

Mesmo que se trate de uma comédia, Orange is the New Black se passa numa prisão e esse é o primeiro e grande obstáculo que impede as expectativas de final feliz. Quando o primeiro episódio da temporada começa, o roteiro já vai nos deixando claro que evidentemente a felicidade encontrará algumas detentas. Mas, na maioria dos casos, o único final possível é a interrupção da narrativa. Algumas cairão, outras se levantarão; e com várias delas a história vai continuar, ali naquela mesma rotina, apenas deixando de ser “contada em voz alta”. É uma percepção entristecida, que nos atinge assim que revisitamos as vidas de Piper e Taystee (Danielle Brooks), aquelas que são, enfim, as duas principais costuras do último ano.

Piper saiu no final da temporada passada. A liberdade, contudo, não é sinal de problemas resolvidos para nenhuma delas. Depois de passar alguns anos fora do convívio em sociedade, Piper descobre que não existe mais sociedade para ela. A família a trata como uma estranha inconveniente e os amigos como uma atração de circo. Ela sente falta de Alex (Laura Prepon) e luta para se manter em empregos. É uma temporada em que Taylor continua enfrentando o senso comum de que sua personagem é chata e desinteressante, mas é onde seu trabalho também está mais consistente. A vida de Piper era desajustada na prisão e fica ainda mais fora dela. É impossível não ser empático ao extremo esforço que ela faz para não deixar que o mundo externo se torne seu grande inimigo, o que, quase sempre, resulta na autosabotagem que leva algumas delas de volta para a detenção.

Isso foi o que aconteceu com Taystee, por exemplo. A última temporada é tão cruel com ela quanto com Piper. Taystee foi traída por Cindy (Adrienne Moore), condenada por um crime que não cometeu e entre apelações e pressões, se debate para não perder seu notório otimismo. Danielle está incrível em cena; e os roteiros compreendem a ambiguidade de sua posição depois de ter sido condenada. Sem Caputo (Nick Sandow) por perto, ela passa a trabalhar para Tamika (Susan Heyward), a guarda que era sua amiga de adolescência e que – numa virada repentina – passa a ser a diretora da prisão. Taystee é esmagada pela lentidão e pela burocracia do sistema, sofre intensamente a perda de todas as suas referências e ainda assim, passa toda a temporada afetando positivamente quem está em volta. Quando pensamos nela nas primeiras temporadas fica ainda mais fascinante notar como ela acabou se tornando uma das figuras mais importantes da série.

Talvez, contudo, o maior acerto dessa última temporada esteja na sufocante narrativa da imigração. Quase todas as personagens que conhecemos não vestem mais aquela roupa laranja que também serviu para o título. Foi interessante ver que o “Orange” passa a ser novamente uma cor diferencial para a série, quando toda uma área é reservada para receber imigrantes ilegais nos EUA. A questão é que na era pós-Trump mesmo que você tenha nascido nos EUA, se for de alguma origem estrangeira, está colocado no mesmo saco. Os roteiristas discorrem a temática com extrema franqueza, quase nos socando com plots que incluem alguém sendo detido numa boate por ter esquecido uma simples identidade e sendo deportado para a América do Sul sem nunca nem ter pisado lá. É esmagador. A narrativa de Blanca (Laura Gomez) está situada nesse lugar, junto com todo um ótimo time de novas personagens e uma conclusão tão acachapante quanto.

A falta de ritmo nas temporadas de Orange se deve, em grande parte, à decisão de ter 13 episódios com 50 minutos cada um. Apesar de estarmos no último ano o problema rítmico se mantém em evidência, com os primeiros episódios sendo um pouco mais arrastados. A direção, contudo, se esmera em reforçar o aspecto dramático que tantas despedidas exigem e uma quantidade admirável de ótimas “sequências de final de episódio” enfeitam a temporada com uma trilha sensível e delicada. Seja por causa da disponibilidade de atores ou não, mais uma vez alguns personagens somem e se desvalorizam nessas últimas horas. Não há nada no nível de negligência de Sophia (Laverne Cox), mas é um pouco decepcionante ver alguns personagens promissores ficando pelo caminho.

Em tempos de encerramentos de séries sendo traumáticos para o público, o trabalho em Orange era preocupante justamente pela quantidade imensa de destinos a serem resolvidos. Em retrospectiva, o resultado acabou sendo satisfatório. Enquanto trajetórias como a de Daya (Dascha Polanco) teriam que ser revistas desde muito tempo para serem coesas em qualquer alteração (e Daya se tornou, enfim, o câncer do presídio), a solução para o final de Red (Kate Mulgrew), por exemplo, incomoda justamente por parecer espontânea demais. Há uma extrema coerência nos resultados para Lorna (Yael Stone), Cindy, Doggett (Taryn Manning), Nicky (Natascha Lyonne, sempre sofrendo por amor), Gloria (Selenis Levya) e até Aleida (Elizabeth Rodrigues). Mas, embora não seja incorreto, é difícil ver Suzanne (Uzo Aduba) cuidando de galinhas a temporada inteira, para ser relevante apenas numa sequência profundamente emocional já no último episódio (e que cena!).

As galinhas, aliás, são algumas das homenagens da temporada. Há velhos rostos que retornam e momentos que referenciam o que a série teve de melhor. Curiosamente, está em personagens que cresceram e se redimiram o grande poder dessa despedida. A relação tóxica entre Alex e Piper (que permanece sendo incapaz de se esclarecer aos olhos da própria criadora da série) perde de mil para a relação entre Caputo e Figueroa (Alysia Reiner), que começou nos piores termos, mas que se fortaleceu de uma forma muito carismática. Ele próprio – que abre um curso de confrontamento psicológico – faz autoavaliações importantíssimas com relação ao machismo com o qual agiu durante os primeiros anos. Há uma tentativa constante de corrigir comportamentos trágicos, mas muitas vezes o trágico precisa existir para que mudanças sejam promovidas. Então, é reconfortante que a série não tenha apelado para grandes espetáculos e que toda a belíssima ação final da temporada tenha sido cortantemente humana. Danielle Brooks explode em cena, fazendo de Taystee a representação mais exata da luta constante de uma detenta, perdida entre viver para ser livre ou simplesmente buscar outro – e cruel – tipo de liberdade.

Enfim, quando a tela escurece alaranjada pela última vez, a mistura de emoção e reflexão é quase palpável. Alguns finais nos fazem sorrir, outros nos incomodam, desagradam. Mas, todos eles vem de uma única certeza: a vida quer o melhor, mas nem sempre é isso que ela pode dar. Orange is the new Black tropeçou várias vezes, mas em suas duas últimas temporadas conseguiu respeitar a própria gênese e reverenciar aquelas mulheres com todo o respeito que elas merecem. E elas merecem. Ainda fica a dor por aquelas que não pudemos salvar, mas toda boa dramaturgia é feita disso: alegria e pesar por quem não existe de fato, mas que sentimos através da força de tudo que é invisível.

Orange is the New Black

Orange is the New Black

O Grito | Espírito maligno causa horror em novo trailer

Longa estrelado por John Cho e Andrea Riseborough estreia em 2020

A Sony Pictures divulgou um trailer inédito do remake de O Grito, repleto de cenas macabras. Confira acima.

Nicolas Pesce, que estreou com o horror The Eyes of My Mother, será o diretor. Ele também assina o roteiro, anteriormente escrito por Jeff BuhlerJohn Cho, Demián Bichir e Andrea Riseborough estrelam o filme, que tem produção de Sam RaimiRob Tapert e Taka Ichise.

Em 2014, O Grito completou uma década de seu lançamento nos Estados Unidos. A versão americana se inspira na série japonesa Ju-On, iniciada em 2002; o diretor Takashi Shimizu dirigiu as duas versões, tanto a original japonesa quanto o remake de 2004, que foi estrelado por Sarah Michelle Gellar e teve duas continuações.

A estreia da nova versão de O Grito está marcada para 3 de janeiro de 2020.

Dolittle | Robert Downey Jr. faz teste de elenco com animais em vídeo divertido

Com estreia para 2020, filme conta história de veterinário capaz de conversar com bichos

A Universal Pictures divulgou um vídeo inédito de Dolittle. No material, o ator Robert Downey Jr. aparece fazendo testes de elenco com os animais que acompanham seu personagem no filme. Confira acima.

A sinopse oficial diz: “Depois de perder sua mulher sete anos atrás, o excêntrico Dr. John Dolittle (Downey), famoso veterinário da Inglaterra da Rainha Victória, se isola nas paredes da mansão Dolittle, com apenas sua coleção de animais como companhia. Mas quando a jovem rainha (Jessie Buckley, Chernobyl) adoece gravemente, um relutante Dolittle é forçado a embarcar em uma aventura para uma ilha mística à procura de uma cura, reconquistando sua esperteza e coragem, encontrando velhos adversários e descobrindo incríveis criaturas.”

Dolittle conta também com Antonio BanderasMichael Sheen e Jim Broadbent além de dublagens de Rami MalekOctavia Spencer, Kumail Nanjiani, John Cena, Emma Thompson, Marion Cotillard, Ralph Fiennes, Selena Gomez, Tom Holland e Craig Robinson

O longa está programado para 16 de janeiro de 2020. 

Matrix 4 | Toby Onwumere, de Sense 8, entra para o elenco

Ator também é conhecido por Empire: Fama e Poder

Matrix 4 | Toby Onwumere, de Sense 8, entra para o elenco

Toby Onwumere, conhecido principalmente por seu papel como Capheus em Sense 8, foi escalado em Matrix 4, segundo a Deadline. Conhecido também por Empire: Fama e Poder, Onwumere ainda não teve detalhes de seu papel revelado. 

A notícia vem logo depois do anúncio da escalação de Jonathan Groff, de Mindhunter, na sequência. Os dois atores se unem ao elenco já anunciado formado por Yahya Abdul-Mateen II, que segundo a Collider será o protagonista, e Neil Patrick Harris, que também não teve papel revelado.

Matrix 4 terá o retorno de Keanu Reeves como Neo, Carrie-Anne Moss como Trinity e Lana Wachowski como diretora e roteirista. Laurence Fishburne não teve envolvimento confirmado.

Ainda não há detalhes sobre a história, mas a produção deve começar em 2020.

O primeiro Matrix foi lançado em 1999 e completa 20 anos de lançamento este ano. Junto com as sequências, Matrix Reloaded e Matrix Revolutions, ambas de 2003, a franquia faturou US$ 1.6 bilhão nas bilheterias mundiais.

Star Wars | Novos cartazes mostram destruição de Darth Vader, batalhas e mais

A Ascensão Skywalker chega aos cinemas na próxima semana

Star Wars | Novos cartazes mostram destruição de Darth Vader, batalhas e mais

A Disney divulgou novos cartazes Star Wars: A Ascensão Skywalker. Os pôsteres mostram o treinamento de Rey (Daisy Ridley), batalhas entre a jedi e Kylo Ren (Adam Driver), e por fim a dupla destruindo uma figura de Darth Vader. Confira abaixo:


Star Wars: A Ascensão Skywalker foi um dos destaques durante a CCXP19. O painel reuniu Daisy RidleyJohn Boyega, Oscar Isaac e o diretor J. J. Abrams para celebrar o lançamento do último capítulo da saga. Ainda não há detalhes sobre a história, descrita apenas como “os sobreviventes da Resistência encaram a Primeira Ordem mais uma vez no capítulo final da saga Skywalker“. O filme estreia no Brasil em 19 de dezembro. Os ingressos já estão disponíveis para pré-venda nos sites das redes de cinema.

Lá no alto das Nuvens, livro de Paul McCartney, ganhará animação na Netflix

O músico se disse animado em trabalhar com o serviço de streaming

Lá no alto das Nuvens, livro de Paul McCartney, ganhará animação na Netflix

Lá no alto das Nuvens, o livro infantil escrito por Paul McCartney, vai virar uma animação pela Netflix. De acordo com o The Wrap, o longa terá produção do estúdio Gaumont e será dirigido por Timothy Reckart, animador de Anomalisa, com um roteiro de Jon Croker, que escreveu os dois longas do ursinho Paddington.

Escrito por McCartney em parceria com Philip Ardagh e ilustrado por Geoff Dunbar em 2005, Lá no alto das Nuvens acompanha a jornada de Serelepe, uma esquilo que parte em busca de uma terra encantada chamada Animália após a destruição da floresta em que mora. O Beatle se disse animado em trabalhar com a Netflix e ressaltou que “sempre amei filmes animados e esse é um projeto de grande paixão para mim.”

Ainda não há previsão para a estreia de Lá no alto das Nuvens.

Big Little Lies – 2ª temporada | Crítica

Série retorna com menos história para contar e guarda o melhor para o final

Foto de Big Little Lies

Big Little Lies foi lançada em 2017 como uma minissérie inspirada no livro de Liane Moriarty. Por isso foi surpreendente quando a HBO anunciou que a produção teria um segundo ano. Claro, o sucesso das tramas de Madeline, Celeste, Jane, Renata e Bonnie era um grande indicativo de renovação, mas a fonte principal de histórias já tinha acabado e ficou a dúvida de como o canal abordaria a questão. Infelizmente, esse foi o grande ponto fraco dos novos episódios.

Logo no começo ficou claro que Big Little Lies não tinha uma grande história para desenvolver. Os primeiros episódios da temporada seguem um caminho mais lento, mostrando principalmente os traumas das “Cinco de Monterrey” após a morte de Perry. Desde Celeste, até Renata, cada uma é afetada e lida com isso do seu próprio modo. Somado a isso está a chegada de Mary Louise Wright, mãe de Perry, interpretada por Meryl Streep.

A adição é um dos pontos positivos da temporada, embora muitas vezes seja difícil decifrar quem realmente é Mary Louise, algo sentido também pelas personagens.  A linguagem corporal de Streep entrega a figura de uma avó frágil e sentida pela morte do filho, enquanto suas palavras ríspidas e completamente sinceras apontam para uma figura de perigo. É redundante falar o quanto Streep brilha no papel, mas a impressão que fica é que os roteiristas tiveram dificuldade em definir uma personalidade para Mary Louise, deixando-a sempre no meio do caminho e com um ar de mistério que permanece até o episódio final.

Ao se propor a falar do trauma de cinco personagens, Big Little Lies também teve um problema em dividir o tempo de tela. Foi necessário dar mais espaço a Bonnie, por exemplo, por conta de seu envolvimento na morte de Perry, mas isso tirou tempo de desenvolver Jane, Ziggy e as demais crianças. Enquanto os trailers indicavam que o personagem de Iain Armitage confrontaria a mãe e teria um tipo de revolta com a figura do pai, isso é mostrado em momentos extremamente pontuais. Renata também tem menos tempo em tela, mas Laura Dern brilha nas grandes cenas que são dadas a ela, culminando em uma verdadeira catarse no episódio final. O mesmo acontece com Madeline que, ao invés de lidar com os erros dos outros, precisa entender seus próprios sentimentos e repensar atitudes para salvar seu casamento.

Rompendo o ciclo do trauma

Apesar de ser uma pena ver alguns nomes perdendo espaço, isso resulta em algo positivo: as tramas de Bonnie e Celeste que, de forma curiosa, tratam da mesma coisa. Rapidamente é estabelecido que a personagem de Nicole Kidman tem dificuldades em lidar com o luto. Ela amava Perry e sente falta dele, mas as lembranças boas se misturam com as agressões, criando um bolo de emoções difícil de lidar. Por outro lado, Bonnie lida com a culpa de ter feito e escondido o que fez, enquanto sua mãe entra na história e revela um passado violento, com o qual ela não consegue lidar naquele momento.

Olhando para os dois exemplos, Bonnie deixa claro que sua reação violenta foi resultado de traumas causados pela mãe, enquanto Celeste luta diariamente para que seus filhos não repitam e normalizem o comportamento violento de Perry. Ao fazer isso, Big Little Lies deixa os carros de luxo e paisagens lindas de Monterrey em segundo plano, para focar nas relações familiares e no quanto elas podem ser destrutivas. Bonnie é produto de uma violência e a próxima geração de crianças pode sofrer o mesmo.

A série escolhe o lado otimista para finalizar sua trama, embora o caminho para isso não seja fácil. Como Celeste repetiu várias vezes no tribunal, as “Cinco de Monterrey” entraram em um processo de cura de tudo o que aconteceu com elas e isso rompe o ciclo de traumas, um tema importantíssimo de ser tratado nos dias atuais. Ao invés de descontar nos filhos e culpa-los, como Mary Louise fez em seu passado, Madeline, Celeste, Jane, Renata e Bonnie decidem se tornar pessoas melhores. Ao falar de seus traumas e fazer um esforço para superá-los, com ajuda de terapia, amigos e família, as personagens finalmente evoluem no episódio final, deixando as mentiras para trás e abrindo caminho para um futuro feliz.

Em fevereiro deste ano, David E. Kelley, criador do seriado, disse que não há planos para uma terceira temporada, algo que pode incomodar os fãs após o gancho deixado pela cena final. Apesar disso, a despedida de cada personagem foi mais do que justa: Madeline mudou seu relacionamento com Ed para melhor; Celeste começou o lento processo para se curar de Perry; Jane se abriu para o amor; Renata começou a seguir seu próprio caminho e Bonnie, após muito suspense, tomou a decisão certa para ficar com a consciência tranquila.

Pode ser que a HBO mude de ideia e surpreenda os fãs novamente com um terceiro ano. Mas mesmo que isso não aconteça, Big Little Lies termina aqui deixando a positiva mensagem de que é possível sim se curar de algo ruim, e que um trauma não precisa definir sua vida. O processo de cura e de encarar o que te quebrou um dia é triste e lento, mas há algo muito melhor esperando lá na frente.

Big Little Lies Em andamento (2017- )

Criado por: David E. Kelley

Duração: 2 temporadas

Stranger Things, X-Men e mais: Panini anuncia lançamentos de 2020 na CCXP19

Conclusão de The Walking Dead e mangá de Demon Slayer chegarão ao país no próximo ano

Stranger Things, X-Men e mais: Panini anuncia lançamentos de 2020 na CCXP19

O painel de novidades da Panini Comics, na sexta-feira da CCXP19, foi corrido. Com uma longa lista de novidades programadas para 2020.

Entre os títulos mais aguardados pelos fãs estão, por exemplo, Dinastia X: a minissérie em quatro edições será a introdução da comentada nova fase dos X-Men, sob comando do roteirista Jonathan Hickman, com desenhos de Pepe Larraz e do brasileiro R.B. Silva, entre outros. Depois da minissérie, a linha de mensais de X-Men será reformulada.

Outra novidade é o final de The Walking Dead, publicado este ano nos EUA. A Panini vai lançar os volumes 27 a 32 – o último – ao longo de 2020, bimestralmente.

Superman: Ano Um, também lançamento deste ano nos EUA, de autoria de Frank Miller e John Romita Jr., sairá por aqui no formato original: em três volumes e nas dimensões mais largas que a DC tem adotado na linha Black Label.

Também da DC, Querida Liga da Justiça, graphic novel para o público infantil por Michael Northrop e o brasileiro Gustavo Duarte, está prevista para 2020. Na mesma linha, Jovens Titãs: Ravena, de Kami Garcia e o brasileiro Gabriel Picolo, chega em breve. Picolo estava no painel e comentou que já está trabalhando na continuação da graphic novel, agora em uma história focada em Mutano.

Outras três surpresas provocaram boas reações da plateia: Stranger Things, a HQ que conta uma história de Will Byers no mundo invertido, em paralelo à primeira temporada do seriado; Banana Fish, um clássico dos mangás da autora Akimi Yoshida, que sairá em 19 volumes; e Kimetsu No Yaiba, de Koyoharu Gotouge, o mangá também conhecido como Demon Slayer.

Globo de Ouro | Meryl Streep quebra próprio recorde com 34ª indicação

Atriz foi indicada por atuação coadjuvante em Big Little Lies

Globo de Ouro | Meryl Streep quebra próprio recorde com 34ª indicação

Meryl Streep quebrou novamente o próprio recorde de indicações no Globo de Ouro ao receber sua 34ª nomeação por atuação este ano, pelo trabalho em Big Little Lies. A atriz já havia quebrado o seu recorde em 2018, quando foi indicada por The Post – A Guerra Secreta

A segunda pessoa mais indicada na história da premiação é o compositor John Williams, que já recebeu 26 nomeações na história. 

A última vitória de Streep na premiação foi com o filme A Dama de Ferro, de 2012. No total, ela já saiu vencedora oito vezes na cerimônia. 

Este ano ela concorre pelo troféu de Melhor Atriz Coadjuvante com Helena Bonham Carter (The Crown), Patricia Arquette (The Act), Emily Watson (Chernobyl) e Toni Collette (Inacreditável).

As duas temporadas de Big Little Lies estão disponíveis no HBO GO. A 77ª edição do Globo de Ouro acontece em 5 de janeiro, com apresentação de Ricky Gervais.

The Witcher | Vídeos introduzem Geralt, Yennefer e Ciri; confira

Série estreia na Netflix em 20 de dezembro

A Netflix revelou três novos featurettes de The Witcher, focando na apresentação dos protagonistas. O primeiro, que apresenta o personagem de Henry Cavill, Geralt de Rivía, pode ser conferido acima. No vídeo, Cavill descreve seu personagem como um mutante, diz que ele tem um humor ácido, e explica as forças do destino.

Nos vídeos abaixo é possível conferir também as apresentações das personagens de Ciri (Freya Allan) e  Yennefer (Anya Chalotra):

A primeira temporada estreia em 20 de dezembro na Netflix e o segundo ano é previsto para 2021, com oito episódios.