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CCXP19 | Alex Ross compara armadura do trailer de Mulher-Maravilha 1984 com HQ

Traje da heroína é inspirado em graphic novel ilustrada pelo artista

CCXP19 | Alex Ross compara armadura do trailer de Mulher-Maravilha 1984 com HQ

O trailer de Mulher-Maravilha 1984 lançado na CCXP19, neste domingo (8), tem dominado à internet e um dos trechos que mais chamou a atenção na prévia foi a armadura dourada usada pela heroína, inspirada na graphic novel Reino do Amanhã, lançada em 1996 por Mark Waid e Alex Ross.

Responsável pela criação do traje, Ross compartilhou no Twitter uma comparação entre as versões da HQ e do filme estrelado por Gal Gadot – veja abaixo:

CCXP19 acontece de 5 a 8 de dezembro, no São Paulo Expo, com todos os ingressos esgotados. Acompanhe a cobertura do Omelete no siteTwitterFacebookInstagram e TikTok, além das lives no canal do YouTube. O destaque do domingo (8) é o painel da Netflix com La Casa de Papel e Esquadrão 6, além da HBO com His Dark MaterialsWarner com Gal Gadot e Patty Jenkins, de Mulher-Maravilha 1984.

CCXP19 | HQ de Gabriel Picolo entra na lista de best-sellers do New York Times

Teen Titans: Raven se junta a Watchmen e My Hero Academia na lista de quadrinhos mais vendidos do ano

Foto da CCXP19

Teen Titans: Raven, HQ desenhada por Gabriel Picolo, entrou para a lista de best-sellers do The New York Times. Com roteiros de Kami Garcia, autora da série de romances Dezesseis Luas, o quadrinho voltado ao público jovem-adulto conta uma nova origem para a Ravena, uma das heroínas dos Jovens Titãs. A graphic novel ficou em 15º lugar dentre os mais vendidos, figurando em uma lista que inclui clássicos como Watchmen e fenômenos como My Hero Academia.

Picolo afirma que recebeu a notícia no caminho para a CCXP19. “Foi surreal demais! Comecei a gritar e comemorar”. Ele celebrou a visibilidade que figurar nesse ranking: “Ela garante que pessoas que nunca ouviram falar do meu trabalho, ou da Kami, conheçam o nosso livro”.

Picolo relembra que foi procurado pela DC Comics graças a sua versão casual e adolescente da equipe que viralizou nas redes sociais. Porém, o desenhista brasileiro não acreditou de primeira. “Eles mandaram muitos e-mails antes de eu responder, porque eu achava que era um trote. Não estava acreditando, era bom demais para ser realidade”.

A história foi a primeira experiência de Garcia com quadrinhos, e fez tanto sucesso que a DC pediu por um novo quadrinho da série, com foco no Mutano, personagem favorito de Picolo. O quadrinista ainda não sabe se a série ganhará novos livros, embora esse seja o plano da autora. A ideia original da Kami era fazer um livro para cada um e depois fazer um título de reunião entre eles. Mas por enquanto há apenas boatos a respeito de um livro da Estelar ou do Robin”.

Por fim, ele ainda comentou a série live-action dos Titãs. “Assisti apenas a primeira temporada, estou esperando a segunda chegar na Netflix, mas eu gostei. É um pouco séria demais pro meu gosto, mas fiquei positivamente surpreso. Não esperava gostar tanto da série”.

Teen Titans: Raven ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Os quadrinhos da DC são publicados pela Panini no país.

A CCXP19 acontece de 5 a 8 de dezembro, no São Paulo Expo, com todos os ingressos esgotados. Acompanhe a cobertura do Omelete no site, Twitter, Facebook, Instagram e TikTok, além das lives no canal do YouTube. O destaque do sábado é a pré-estreia de Frozen 2, Ryan Reynolds e Michael Bay no painel da Sony, além de Kevin Feige no Marvel Studios e o elenco de Star Wars IX: A Ascensão Skywalker.

Flash, Venom e mais: heróis substitutos que são melhores do que os originais

Personagens que assumiram identidades secretas de outros super-heróis e superaram seus antecessores

Montagem com Flash, Asa Noturna e Anti-Venom/DC Comics/Marvel Comics/Divulgação

Uma das principais armas das editoras quando precisam alavancar a venda de suas revistas é matar ou substituir algum super-herói, obrigando outro ser igualmente – ou mais – poderoso a assumir seu lugar. Ao longo dos anos, diversos personagens passaram seus mantos para substitutos aptos, com alguns se tornando ainda melhores e mais populares do que os originais.

Flash, Robin, Thor, Venom e Homem-Formiga são apenas alguns dos exemplos de heróis “legado” de DC e Marvel a substituir com louvor heróis clássicos das editoras. Confira abaixo os melhores super-substitutos da história das HQs:

Tim Drake – Robin

Tim Drake como Robin/DC Comics

DC Comics/Reprodução

Oficialmente o terceiro Robin no cânone da DC, Tim Drake estreou em 1989. Com uma memória fotográfica, o garoto descobriu, aos nove anos, que Bruce Wayne e Dick Grayson eram Batman e Robin, ao ver o menino-prodígio original executar um salto exatamente igual ao que Dick fazia em suas apresentações no circo. Obcecado pela dupla dinâmica, Drake acompanhou a chegada e a morte de Jason Todd – o segundo ajudante do Cavaleiro das Trevas – e, percebendo a violência nos atos de Bruce após o assassinato de Jason, tentou convencer Dick a reassumir a identidade de Robin. Percebendo o potencial de detetive de Tim, o já Asa Noturna convence o Batman a treiná-lo em combate, passando o manto de Robin para um novo dono. Com o tempo, Tim se tornou um investigador extremamente superior a Grayson e um combatente capaz de enfrentar de igual para igual membros da Liga dos Assassinos. Seu período como líder da Justiça Jovem e dos Novos Titãs ajudaram o personagem a conquistar ainda mais o público, fazendo com que o atual Drake seja considerado o melhor Robin da história pela maior parte dos leitores.

Wally West – Flash

Wally West como Flash/DC Comics

DC Comics/Divulgação

Kid Flash original e membro fundador dos Novos Titãs, Wally West assumiu o posto de corredor escarlate após o Flash Barry Allen morrer no evento Crise nas Infinitas Terras, em 1986. Após se tornar o Homem Mais Rápido do universo DC, Wally enfrentou Zoom, Abra Cadabra e Flautista, hoje grandes nomes da galeria de vilões do Flash. Nas HQs, o velocista seguiu como o titular do manto até Crise Infinita, quando se uniu à Força da Aceleração para banir o Superboy Primordial da Terra, entregando o título para Bart Allen, antigo – e atual – Impulso e segundo Kid Flash. O personagem teve sua existência apagada durante os Novos 52 e retornou em Renascimento. Atualmente, Wally estrela a série Flash Forward, em que busca redenção pelas mortes que causou em Heróis em Crise. Na TV, ele foi o Flash principal da animação Liga da Justiça, se tornando sinônimo ao herói para toda uma geração que, mesmo com sua ausência nos últimos anos, ainda vê Wally como o maior Flash de todos os tempos.

Scott Lang – Homem-Formiga

Scott Lang como Homem-Formiga/Marvel Comics

Marvel Comics/Divulgação

Poucas coisas devem ser mais difíceis do que substituir um dos fundadores dos Vingadores, especialmente no coração do público. Mesmo assim, Scott Lang rapidamente destronou seu antecessor, Hank Pym, ao acumular passagens pelo Quarteto Fantástico, Heróis de Aluguel e, obviamente, os próprios Vingadores. Um brilhante engenheiro com alto conhecimento de eletrônica e robótica, Scott apela para o crime quando seu emprego se torna insuficiente para sustentar a família. Logo em sua primeira tentativa de roubo, o cientista vai preso, mas consegue ser libertado em condicional por conta de bom comportamento. Quando sua filha Cassie, desenvolve uma rara doença cardíaca, Lang, agora trabalhando nas Indústrias Stark, busca a ajuda de uma especialista e descobre que ela foi sequestrada por Darren Cross. É aí que ele rouba o uniforme de Pym e se torna, pela primeira vez, o Homem-Formiga. A personalidade divertida e as boas intenções de Scott – assim como sua participação recorrente em diversos grupos de heróis – fez com que ele rapidamente conquistasse o carinho do público, já um pouco cansado do egocentrismo de Pym que, até 1979, já havia agredido sua então esposa, Janet, e criado o supervilão Ultron. A popularidade de Lang com os fãs da Marvel fez com que ele fosse o escolhido como protagonista do filme Homem-Formiga, estrelado por Paul Rudd.

Dick Grayson – Batman

Dick Grayson como Batman/DC Comics

DC Comics/Divulgação

Por mais que a vida adulta de Dick Grayson seja marcada principalmente por sua história como Asa Noturna – manto que criou a partir de uma fábula kryptoniana contada pelo Superman -, o primeiro Robin foi, em ocasiões diferentes, o substituto do Batman quando Bruce esteve indisponível. Seu maior período como Cavaleiro das Trevas foi escrito pelo lendário Grant Morrison, logo após o Morcegão ser deslocado no tempo por Darkseid durante a Crise Final. O espírito mais leve de Dick por baixo do capuz, aliado à personalidade do brilhante – e aterrorizante – Damian Wayne, o quinto e atual ocupante do uniforme do Robin, criou uma dinâmica raramente vista nas revistas do Batman, pavimentando o caminho para que roteiristas Scott Snyder e Tom King pudessem explorar melhor a humanidade de Bruce Wayne quando ele inevitavelmente voltasse dos mortos.

Flash Thompson – Venom

Flash Thompson como Agente Venom/Marvel Comics

Marvel Comics/Divulgação

Responsável por fazer da vida de Peter Parker um inferno no colegial e na faculdade, Flash Thompson se torna, eventualmente, o melhor amigo e padrinho de casamento do rapaz que tanto atormentava após voltar de uma de suas várias batalhas pelo exército dos Estados Unidos. Na última delas, Thompson perde as duas pernas, sendo obrigado a se aposentar de sua carreira militar. Quando o governo lhe oferece a chance de se tornar um super-soldado com os poderes do Homem-Aranha (ídolo de Thompson), o veterano aceita, unindo-se a um recém capturado simbionte e tornando-se o Agente Venom. Muito mais controlado e heroico que as versões de Eddie Brock ou Mac Gargan, Flash comandou missões secretas dos Estados Unidos no exterior, representou os Vingadores como um dos Guardiões da Galáxia e é o principal responsável por fazer o ser alienígena recuperar sua sanidade. Quando Venom retorna para Brock, o militar se envolve em outra experiência envolvendo simbiontes e se torna o Anti-Venom, mas morre em luta com o Duende Vermelho, identidade assumida por Norman Osborn ao ser dominado pelo Carnificina.

Kamala Khan – Miss Marvel

Kamala Khan como Miss Marvel/Marvel Comics

Marvel Comics/Divulgação

Apesar de Carol Danvers, atual Capitã Marvel, não chegar nem perto de ser uma heroína ruim, alguns dos momentos mais incômodos dos Vingadores aconteceram em seu tempo como Miss Marvel. Começando a carreira como coadjuvante do Capitão Marvel original (Mar-Vell), Carol lutou contra o alcoolismo, entrando embriagada em diversas lutas e colocando a vida de seus colegas em risco. Apesar de ter completa razão em culpar os heróis quando eles a deixaram partir com um ser cósmico que a enfeitiçou para engravidá-la, passaram-se anos até que a heroína aceitasse ordens ou até mesmo conselhos de qualquer outro Vingador que não fosse Jennifer Walters/Mulher-Hulk. Seu comportamento só mudou quando ela deixou para trás o manto de Miss Marvel e assumiu o posto de Capitã. É aí que entra Kamala Khan, uma das melhores personagens já criadas pela Casa das Ideias. Adolescente inumana, Khan tem uma idolatria quase cega pelos Vingadores, especialmente por Carol, e, após sair de seu casulo de terrígeno com a forma da heroína, a jovem decide tomar para si o posto livre de Miss Marvel. Altruísta, inteligente, criativa e independente, Kamala salvou a Terra diversas vezes, seja sozinha ou com os Campeões, e inspirou a própria Capitã Marvel a rever sua relação com as pessoas. Tida como a versão do século XXI do Homem-Aranha, Khan usa seus poderes da melhor maneira possível para proteger todos à sua volta, de uma maneira que raras vezes a Miss Marvel original teve a chance de fazer.

(Quase) todos os Lanternas Verde pós-Hal Jordan

Tropa dos Lanternas Verde/DC Comics

DC Comics/Divulgação

Embora o primeiro Lanterna Verde da DC seja Allan Scott, sua inclusão como membro oficial na tropa espacial só se tornou canônica a partir do retconNovos 52. Até então, o conceito de “policial das galáxias” do universo primordial da editora fora introduzido ao público com Hal Jordan, um piloto da força aérea americana que é escolhido pelo Anel do Poder de Abin Sur após a sua morte. Embora os poderes de seus sucessores – John Stewart, Guy Gardner, Kyle Rayner, Jessica Cruz e Simon Baz – não sejam tão diferentes, os Lanternas humanos que vieram depois de Hal tinham personalidades e histórias bem mais elaboradas do que as do piloto. A trajetória gloriosa de quase todos após se tornarem membros da Tropa também contrasta com a do Lanterna original: enquanto Hal enlouqueceu e matou diversos colegas Lanternas após o vilão Mongul e o Superman Cyborg destruírem Coast City, Stewart se tornou um membro de elite da força e um dos principais guardiões da barreira da realidade; Cruz superou problemas de estresse pós-traumático – e atualmente possui os poderes de Darkseid – e Rayner virou uma espécie de emissário da paz dos Guardiões de Oa. A única grande exceção à regra é Gardner. Inconveniente, arrogante e brigão, o rapaz já trocou de lados e codinomes mais vezes do que o próprio Jordan e constantemente gera incômodo nos colegas da Liga da Justiça. Embora tenha seus raros momentos de heroísmo, Guy será sempre visto como o homem tentou sair no tapa com o Batman e caiu no primeiro soco.

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Roteiristas de Batman se unem em edição de despedida de personagem importante

História escrita por James Tynion IV e Peter J Tomasi será lançada em fevereiro nos Estados Unidos

Quadro da revista Batman/DC Comics

[Esta notícia contém spoilers do arco Batman – City of Bane, ainda em circulação nos EUA]

Atualmente contando a história City of Bane (“Cidade de Bane”, em tradução livre), a revista do Batman chocou fãs ao mostrar, em sua 77ª edição, a morte do mordomo Alfred Pennyworth pelas mãos do vilão que dá nome ao arco. Agora, a DC anunciou uma edição especial de despedida da principal figura paterna de Bruce Wayne, com roteiro de James Tynion IV, que assumirá a revista após a saída de Tom King, e Peter J Tomasi, que já escreveu as HQs Batman & Robin e Detective Comics.

A one-shot Batman: Pennyworth R.I.P. será lançada em 12 de fevereiro de 2020 e contará com artes de Eddy Barrows (Freedom Fighters), Eber Ferreira (Mulher-Maravilha) e outros artistas convidados. Confira a capa abaixo:

Capa de Batman Pennyworth RIP

DC Comics/Reprodução

Tynion assumirá o roteiro de Batman a partir do número 86, que será lançado em janeiro. A arte ficará por conta de Tony S. Daniel. Atual roteirista da HQ, Tom King comandará a minissérie em 12 edições Batman/Mulher-Gato.

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Batman | DC Comics revela capas da nova HQ de Frank Miller e Rafael Grampá

The Dark Knight Returns: The Golden Child se passa após a conclusão de Cavaleiro das Trevas III

Batman | DC Comics revela capas da nova HQ de Frank Miller e Rafael Grampá

A DC Comics divulgou as capas variantes de The Dark Knight Returns: The Golden Child, nova HQ do Batman escrita por Frank Miller e desenhada pelo brasileiro Rafael Grampá. Focada no filho do Superman, a história em edição única se passa três anos após a conclusão de Cavaleiro das Trevas III. Além das artes do próprio Grampá, que fez capas sequenciais para a publicação, a editora revelou também as ilustrações de Miller, Adam Kubert, Joëlle Jones, Paul Pope. Confira abaixo:

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Com 48 páginas, The Dark Knight Returns: The Golden Child será publicada nos EUA em 11 de dezembro.

Vale lembrar que tanto Miller quanto Grampá estarão presentes na CCXP19 em um painel especial em comemoração aos 80 anos do Batman. O quadrinista brasileiro também estará presente no Artists’ Alley durante todos os dias do festival.

Uma das mais clássicas HQs do Batman, O Cavaleiro das Trevas foi publicada em 1986 e já ganhou duas continuações, a mais recente sendo publicada em 2015 – leia a crítica Cavaleiro das Trevas III – e Miller já havia anunciado que fará um quarto capítulo para a história.

Batman e Dylan Dog ganharão crossover nas HQs

Minissérie mostrará a parceria entre o Cavaleiro das Trevas e o Detetive do Pesadelo

Batman e Dylan Dog ganharão crossover nas HQs

Batman vai encontrar Dylan Dog, um dos mais tradicionais personagens dos quadrinhos italianos, nas HQs. De acordo com o CBR, o crossover entre os personagens da DC Comics e da Sergio Bonelli Editore, terá roteiro de Roberto Recchioni e artes de Gigi Cavenago e Werther Dell’Edera. A primeira edição da minissérie em quatro partes será lançada na feira Lucca Comics and Games 2019 e terá duas capas, uma com o Cavaleiro das Trevas e o Detetive do Pesadelo, e outra com os vilões Coringa e Xarabas. Confira abaixo:

Chamada Relações Perigosas, a minissérie em quatro partes ainda não tem data para chegar ao Brasil. No país, Batman é publicado pela Panini, enquanto Dylan Dog é lançado pela Mythos Editora.

Arte da HQ Batman: Três Coringas mostra visual inspirado em Piada Mortal

Ilustrador Jason Fabok compartilhou quadro do projeto em seu Instagram

Capa da HQ Batman: Três Coringas

A antecipada minissérie Batman: Três Coringas não teve tantos desenvolvimentos desde o seu anúncio na San Diego Comic-Con 2018 mas, agora, o artista Jason Fabok divulgou uma nova ilustração, e promete lançamento para 2020. A arte é especialmente interessante por fazer alusão ao visual do Rei Palhaço do Crime na icônica Piada Mortal. Veja abaixo.

A minissérie escrita por Geoff Johns vai continuar a história que começou em 2015 no arco Guerra Darkseid, publicado na HQ da Liga da Justiça. Jason Fabok será o ilustrador, e fará parte do selo DC Black Label, de histórias para o público adulto.

Não se trata de outras dimensões ou outras Terras. É muito pé no chão, é uma história emocionante”, afirmou Johns sobre o tom do projeto. Os focos da HQ serão Bruce Wayne, Barbara Gordon e Jason Todd. “Ela vai explorar uma nova faceta de quem o Bruce Wayne é e que nunca foi mostrado nos quadrinhos. Conecta ele ao Coringa de uma maneira que mudará a relação deles para sempre”, afirmou.

Batman: Três Coringas ainda não tem data definida, mas é prevista para 2020.

Batman 80 | Exposição do Homem-Morcego recebeu 50 mil pessoas em um mês

Mostra abriu em São Paulo no dia 5 de setembro

Logo da exposição Batman 80/Divulgação

Aberta para comemorar os 80 anos do Batman, a exposição Batman 80 atingiu a marca de 50 mil visitantes em seu primeiro mês. Inaugurada no dia 5 de setembro no Memorial da América Latina, em São Paulo, a mostra é uma realização da Warner Brasil em parceria com o Chiaroscuro Studios, Caselúdico e Spoladore Eventos.

Um dos destaques da exposição são as diferentes artes inspiradas no Batman, provando que ele é um herói versátil. “Ele é um personagem que funciona como vampiro, pirata, na guerra de secessão, contra Jack, o Estripador. Essa versatilidade o tornou relevante durante tanto tempo”, afirmou ao Omelete Ivan Costa, curador do evento.

Outro detalhe importante sobre o Homem-Morcego é sua extensa e famosa galeria de vilões, incluindo nomes como Coringa, Pinguim, Charada, Duas Caras, entre outros, que estão representados na exposição de 80 anos.

Batman 80 ficará aberta até 15 de dezembro. Além dos itens em exposição, a mostra conta com textos que narram a evolução e o legado do Cavaleiro das Trevas. Os ingressos para Batman 80 custam entre R$17,50 e R$45,00 e estão à venda através do hotsite da exposição.

Serviço:

Batman 80 – A Exposição
Datas: de 05/09/19 a 15/12/19
Ingressos: de R$17,50 a R$ 45,00
Local: Espaço Multiuso do Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda – São Paulo – SP)

5 HQs para ler após assistir Coringa

Com um tom diferente dos demais filmes de super-heróis, produção combina também com HQs sobre revoluções populares e serial killers da vida real

5 HQs para ler após assistir Coringa

Conhecido por antagonizar o Batman há 80 anos, o Coringa se tornou um dos maiores vilões das HQs. O criminoso tem um grande apelo não só por seu visual icônico, mas também por seus cruéis atos contra o Homem-Morcego e a cidade de Gotham. Após fazer aparições no cinema, na TV e nos videogames, o Palhaço do Crime ganhou em 2019 seu próprio filme, que conta uma nova origem ao investigar a jornada de Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), um comediante frustrado que passa a reagir com violência à sociedade ao seu redor.

O filme dá um novo ponto de partida para o vilão que, embora homenageie HQs clássicas do Batman, traz um tom diferente dos demais filmes de super-heróis. Por isso, ele combina não apenas com obras do Homem-Morcego, como também a títulos das mais variadas temáticas, desde revoluções populares a serial killers da vida real. Abaixo você confere 5 quadrinhos para ler após assistir Coringa.

[Cuidado com spoilers!]

Batman: Cavaleiro Branco

Divulgação/DC Comics

Escrito e desenhado por Sean Murphy, Batman: Cavaleiro Branco inverte os papéis de Batman e Coringa, colocando o Palhaço do Crime como o herói da história. A HQ se passa em um universo paralelo em que o Homem-Morcego perdeu o controle e tentou assassinar seu maior rival ao forçá-lo a engolir uma série de medicamentos vencidos. Entretanto, o criminoso não morre, mas se torna milagrosamente são e decide punir aquele que considera o verdadeiro vilão de Gotham: o Batman. Com um grande empenho em colocar o Cavaleiro das Trevas na cadeia, o agora advogado Jack Napier – nome civil que presta homenagem ao Coringa de Jack Nicholson – entra com um processo contra a cidade por deixar o Homem-Morcego agir livremente, levando o vigilante a ser proibido de atuar. Ao expor quão prejudicial o Batman é para a sociedade, revelando uma série de danos colaterais nas ações do herói que vão desde danos ao patrimônio até corrupção, Napier se torna uma espécie de símbolo para a cidade, que passa a rejeitar a figura do Homem-Morcego.

Tornar-se um modelo de rebeldia para uma sociedade cercada por problemas também acontece ao Coringa de Joaquin Phoenix. Após assassinar três executivos das Empresas Wayne, o vilão causa uma reação tanto nos poderosos, que passam a chamar a população de palhaços, quanto nos próprios cidadãos, que veem em sua figura um modelo a ser seguido graças ao seu ato de rebeldia. Tanto Cavaleiro Branco quanto o filme abordam tensões sociais e a polarização do mundo real para mostrar como uma figura tão problemática quanto a do Coringa pode ascender e passar de criminoso a herói.

Meu Amigo Dahmer

Divulgação/Darkside Books

Culpado por 17 assassinatos, Jeffrey Dahmer é um dos mais conhecidos serial killers da história dos EUA devido a crueldade de seus métodos, que incluíam estupro, canibalismo e necrofilia. O quadrinista Derf Backderf, que foi amigo de Dahmer no colégio, lançou em 2012 Meu Amigo Dahmer, uma biografia em quadrinhos do criminoso. Entretanto, o quadrinista segue a direção contrária das obras baseadas em assassinos e conta não os terríveis atos de Dahmer, mas os eventos que moldaram sua psique distorcida.

Explorando suas próprias memórias e fazendo uma extensa pesquisa sobre o criminoso, Backderf cria um detalhado estudo sobre a influência que a negligência familiar somada ao abuso de álcool e repressão sexual tiveram na trajetória de Dahmer. Coringa faz o mesmo, mostrando a gradual transformação de Arthur Fleck no Palhaço do Crime. Ao contrário das HQs, em que o vilão surge após ser jogado em um tanque de produtos químicos pelo Batman, o filme aponta a soma de traumas pessoais a uma sociedade falida como principal culpada para a criação dessa versão do criminoso.

V de Vingança

Divulgação/DC Comics

No filme do diretor Todd Phillips, Gotham enfrenta vários problemas, causando um clima de tensão que é ampliado graças à negligência por parte dos poderosos que se recusam a fazer alguma coisa para resolvê-los. Nesse contexto, um violento assassinato transforma o Coringa em um símbolo de revolta. Por mais que Arthur tenha agido de forma isolada, seu ato tornou o palhaço um símbolo muito utilizado em protestos contra os mais ricos. O mesmo ocorre em V de Vingança, HQ de Alan Moore que acompanha a jornada de V, um vigilante anarquista que, após anos de tortura em um campo de concentração promovido por um regime fascista, consegue fugir e se empenha em revidar contra seus agressores. Enquanto se vinga e livra o país do cruel regime, V se torna um símbolo e modelo para o povo, que também passa reagir contra a opressão do governo.

Entretanto, há uma diferença fundamental entre V e Coringa. Enquanto o primeiro age também com o intuito de acordar a população e construir um mundo melhor, Arthur Fleck atua em causa própria em uma forma de revide pessoal contra aqueles ao seu redor. Durante sua participação no programa de Murray Franklin (Robert De Niro), o próprio chega a dizer que não é “nada político”, extraindo das manifestações que utilizam palhaço como símbolo apenas uma satisfação pessoal de finalmente ser notado.

O Rei Amarelo em Quadrinhos

Divulgação/Draco

Escrita por Robert Chambers, O Rei de Amarelo é uma coletânea de contos sobre uma peça de teatro amaldiçoada que enlouquece quem a lê até o final. O livro ficou conhecido graças às várias citações encontradas na primeira temporada da série True Detective, que faz diversas referências à sua mitologia. Em 2015, 120 anos após o seu lançamento, a publicação inspirou uma antologia chamada O Rei Amarelo em Quadrinhos, contendo histórias inéditas cujo elo de ligação é a loucura que se instaura nos personagens. Assim como Coringa mostra Arthur Fleck abraçando a loucura e com isso se deixando dominar por ações violentas, o mesmo ocorre na HQ, que apresenta como fonte de loucura não só a peça original, como também pinturas, livros de contabilidade e até redes sociais.

Batman: O Cavaleiro das Trevas

Divulgação/DC Comics

Durante a produção do filme, Todd Phillips afirmou que Coringa não seguiria nenhuma HQ. Apesar de causar polêmica entre os fãs, a declaração faz sentido, já que a jornada de Arthur Fleck não adapta nenhuma das múltiplas origens do Coringa nos quadrinhos. Porém, o longa presta várias homenagens a Cavaleiro das Trevas, uma das mais importantes histórias do Batman.

A HQ de Frank Miller é referenciada diretamente na obra várias vezes, com destaque para a massiva presença de televisores, a forma como retrata o assassinato dos Wayne e a chocante participação do vilão no Talk Show de Murray Franklin. Porém, o filme vai além do visual e absorve também discussões propostas pelo quadrinho, como o controle que a mídia exerce na população e a constante necessidade de um símbolo. Se o Coringa se torna um modelo para uma sociedade em crise, o Batman de Miller faz o mesmo ao derrotar o líder dos Mutantes e se tornar chefe dos antigos capangas de seu adversário. A estética de Coringa, muito inspirada em filmes como Taxi Driver, também incorpora a sujeira e a frieza do quadrinho de 1986.

DC divulga nova linha do tempo oficial

Mudança estabelece Mulher-Maravilha como primeira heroína da editora

Ilustração da Mulher-Maravilha/DC Comics/Divulgação

Durante a New York Comic-Con 2019, a DC anunciou que lançará uma nova linha do tempo oficial que encaixe melhor as histórias da editora. Dan DiDio, editor-executivo da DC, explicou melhor as mudanças, que estabelecem a Mulher-Maravilha como ponto de partida para o universo heroico da editora.

De acordo com DiDio, a chegada de Diana aos Estados Unidos, antes da Segunda Guerra Mundial, estabelece a camada Primeira Geração de Super-Heróis. A segunda, chamada de Era Espacial, é marcada pela primeira aparição do Superman. A Terceira Geração é a Era das Crises e aborda as histórias publicadas entre Crise nas Infinitas Terras, publicada originalmente em 1985, e Ponto de Ignição, de 2011. Atualmente, a editora está na fase Flashpoint.

Vale lembrar que a minissérie Doomsday Clock, de Geoff Johns e Gary Frank, mostra a inclusão do universo Watchmen, criado por Alan Moore, ao cânone oficial da DC. Na história, o Batman investiga as constantes mudanças nos multiversos da editora, que podem ou não ter o envolvimento do Doutor Manhattan.Especula-se que, ao fim das doze edições, em dezembro, a nova timelineestará plenamente estabelecida.