Arquivo da tag: Assédio em Hollywood

Kevin Spacey diz ser inocente de mais recente acusação de assédio sexual

Ator compareceu a audiência nesta segunda-feira (07)

Fábio de Souza Gomes/omelete/07.01.2019

Kevin Spacey disse ser inocente da mais recente acusação de assédio sexual durante uma audiência realizada nos EUA (Via E!). O ator foi indiciado pelo suposto crime no dia 07 de janeiro de 2019 e o incidente teria acontecido em um bar em Nantucket em julho de 2016. A vítima seria o filho de uma apresentadora de Boston que, na época, teria 18 anos.

Segundo o E!, o ator foi obrigado a ficar longe e evitar qualquer contato com a suposta vítima e sua família. Ano passado, a apresentadora de televisão Heather Unruh acusou Spacey de abusar de seu filho em um bar. Ela diz que o ator comprou diversas bebidas ao jovem de 18 anos (que teria dito ter 21 – idade legal para ingerir bebidas alcoólicas nos EUA) e depois de diversos drinks colocou a mão dentro da calça de seu filho e agarrou suas genitais

Spacey reapareceu em um vídeo que faz referência direta a sua antiga série, House of Cards. Intitulado “Let me be Frank” (referência a Frank Underwood, seu personagem), o monólogo de três minutos parece falar das acusações envolvendo sua vida pessoal ao mesmo tempo que fala sobre o final do programa – leia mais.

primeira denúncia de assédio contra Kevin Spacey partiu justamente de Anthony Rapp, em outubro de 2017, sobre um evento ocorrrido quando ele tinha 14 anos. Na ocasião, o ator se desculpou e se declarou gay. Porém, desde então, novas denúncias surgiram, incluindo também oito membros da produção de House of Cards. Em meio à repercussão dos casos, o Emmy cancelou uma homenagem que preparava para o ator e a produção da sexta temporada de House of Cards chegou a ser suspensa, enquanto a Netflix investigava as denúncias. Spacey foi então demitido do serviço de streaming, além de ser substituído no em Todo o Dinheiro do Mundo.

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Luc Besson, diretor de Lucy e O Quinto Elemento, é acusado de estupro

Atriz francesa não quis ser identificada

 by:omelete
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O diretor Luc Besson (LucyValerian O Quinto Elemento) foi acusado de estupro por uma atriz francesa, de acordo com a Variety.

A atriz deu início a uma acusação formal contra o diretor à polícia, alegando ter sido estuprada após uma reunião no último dia 10. Em contato com a Variety, a acusadora descreveu o ocorrido como um “assédio sexual violento”.

Em declaração também à Variety, representantes de Besson dizem que o cineasta “nega categoricamente todas as acusações feitas contra ele”. 

A atriz, que trabalhou com Besson em dois filmes, não deseja ser identificada.

Assédio em Hollywood

O tema do assédio sexual em Hollywood voltou à tona após várias acusações contra o produtor Harvey Weinstein. Ele foi demitido de sua empresa, a The Weinsten Company e expulso da Academia do Oscar, que pretende ter um novo código de conduta após o caso – saiba mais. O Sindicato dos Produtores também baniu para sempre Harvey Weinstein da organização – saiba mais.

Quentin Tarantino e outras estrelas afirmam que a produtora The Weinstein Company lhes deve milhões

O próprio Harvey Weinstein também tem suas demandas

Flickr/Reprodução
 - Flickr/Reprodução

Os ativos da The Weinstein Company, avaliados em US$ 310 milhões, estão à venda. Mas, antes de firmar qualquer acordo, a empresa terá que lidar com o diretor Quentin Tarantino e outras estrelas de Hollywood, que afirmam que a produtora lhes deve milhões de dólares.

De acordo com o Hollywood Reporter, o diretor entrou com um processo, exigindo que a Weinstein Co. pague os royalties dos filmes À Prova de Morte, Bastardos Inglórios, Django Livre e Os Oito Odiados – pelos quais pede, respectivamente, US$ 300 mil, US$ 575 mil, US$ 1,25 milhão e US$ 2,5 milhões. Ele ainda exige uma contabilidade para cada um dos filmes. A companhia nega que existam pendências.

Leonardo DiCaprio também contesta por que o comprador não teria que arcar com uma falha no seu contrato por Django Livre, como propõe a produtora aos interessados nas suas propriedades.

Jennifer Lawrence, por sua vez, defende que não recebeu informações suficientes para avaliar o valor proposto para uma brecha no seu contrato por O Lado Bom da Vida. Por isso, seus advogados pedem para ver os livros da empresa e, assim, analisar a participação dela nos lucros.

A lista de nomes, porém, não para por aí. Entre as estrelas que reclamam seus direitos estão Meryl Streep, Brad Pitt, Bill Murray, Julia Roberts, Stephen King, Lin-Manuel Miranda e David O. Russell. Até mesmo o produtor Harvey Weinstein, cujo escândalo de assédio sexual quase levou a empresa à falência, tem suas demandas.

2017 foi marcado por diversas denúncias, que começaram com acusações contra o produtor Harvey Weinstein. Ele foi demitido de sua empresa, a The Weinsten Company e expulso da Academia do Oscar, que pretende ter um novo código de conduta após o caso – saiba mais. O Sindicato dos Produtores também o baniu para sempre da organização – saiba mais.

Depois disso, vários outros casos vieram à tona, incluindo o de Kevin Spacey, que foi demitido de House of Cards.

No início de 2018, várias artistas de Hollywood se uniram no grupo Time’s Up, que pretende combater o assédio na indústria cinematográfica e em outros locais de trabalho – saiba mais.

Allison Mack, de Smallville, é liberada de custódia após mãe pagar fiança de US$5 milhões

Atriz está envolvida em polêmica de culto de escravidão sexual e aguarda julgamento em prisão domiciliar

scriblscrablink/Flickr/Reprodução
 - scriblscrablink/Flickr/Reprodução

Allison Mack, a Chloe de Smallville, foi liberada de custódia da polícia após ser apreendida por sua associação a um culto de escravidão sexual. A informação é do Daily Mail.

De acordo com reportagem do NY Post, publicada em março, tanto Mack quanto Kristin Kreuk, a Lana Lang, aliciavam jovens mulheres para um esquema de escravidão sexual dentro de uma seita chamada NXIVM (pronunciado “nexium”). Kreuk, por sua vez, negou ter tido envolvimento com o esquema apesar de ter participado da seita – saiba mais.

O site afirma que a multa paga foi de US$5 milhões. O valor foi pago por Melinda, mãe da atriz, que hipotecou sua casa junto com a residência de Mack em Nova York para pagar o valor.

A mãe esteve fortemente envolvida no tribunal, lutando também para que a filha seja mantida em prisão domiciliar até seu julgamento. A outra condição foi que nada da fiança fosse paga por qualquer membro do culto. Assim, Mack será mantida em prisão domiciliar na Califórnia, monitorada pela polícia.

Allison Mack responde por duas acusações de tráfico sexual e outra de conspiração de abuso por sua associação ao culto. Tanto ela quanto Keith Rainiere, líder do NXIVM, pode pegar prisão perpétua. O julgamento deve ocorrer em 3 de maio.

Os detalhes sobre o funcionamento do culto ainda são escassos, mas se teoriza que o NXIVM se utiliza de chantagem para manter as mulheres aliciadas por Mack como escravas sexuais, chegando até a marcá-las com ferro quente na região próxima à virilha. Recentemente, foi revelado que Mack tentou recrutar Emma Watson (Harry Potter) para o culto – saiba mais.

Assédio em Hollywood

O tema do assédio sexual em Hollywood voltou à tona após várias acusações contra o produtor Harvey Weinstein. Ele foi demitido de sua empresa, a The Weinsten Company e expulso da Academia do Oscar, que pretende ter um novo código de conduta após o caso – saiba mais. O Sindicato dos Produtores também baniu para sempre Harvey Weinstein da organização – saiba mais.

Allison Mack, a Chloe de Smallvile, é presa por associação a culto de escravidão sexual

Atriz deve se apresentar no tribunal ainda hoje

CW/Divulgação
 - CW/Divulgação

A atriz Allison Mack, conhecida por interpretar a Chloe em Smallville, foi presa nesta sexta-feira (20) por associação a culto de escravidão sexual, de acordo com o ComicBook. Ela está sob a custódia da polícia e deve se apresentar ao tribunal no Brooklyn, em Nova York, ainda hoje.

De acordo com reportagem do NY Post, publicada em março, tanto Mack quanto Kristin Kreuk, a Lana Lang, aliciavam jovens mulheres para um esquema de escravidão sexual dentro de uma seita chamada NXIVM (pronunciado “nexium”).

Em um vídeo que mostra quando Keith Raniere, o líder, foi preso no México para ser extraditado para os Estados Unidos, é possível ver Mack entrando em um carro para seguí-lo. Especula-se que a outra mulher no vídeo é a atriz Nicki Clyne, de Battlestar Galactica – veja abaixo:

Os detalhes sobre o funcionamento do culto ainda são escassos, mas se teoriza que o NXIVM se utiliza de chantagem para manter as mulheres aliciadas por Mack e Kreuk como escravas sexuais, chegando até a marcá-las com ferro quente na região próxima à virilha.

Assédio em Hollywood

O tema do assédio sexual em Hollywood voltou à tona após várias acusações contra o produtor Harvey Weinstein. Ele foi demitido de sua empresa, a The Weinsten Company e expulso da Academia do Oscar, que pretende ter um novo código de conduta após o caso – saiba mais. O Sindicato dos Produtores também baniu para sempre Harvey Weinstein da organização – saiba mais.

Oscar 2018 | Ashley Judd e Mira Sorvino, vozes contra Weinstein, chegam juntas na cerimônia

Duas atrizes foram primeiras a denunciar o produtor

Mira Sorvino e Ashley Judd, duas das primeiras atrizes a denunciar o produtor Harvey Weinstein por assédio, chegaram juntas na cerimônia do Oscar hoje (04). Veja:

 

No ano passado, os diretores Peter Jackson e Terry Zwigoff disseram ter sido impedidos por Harvey Weinstein de escalar Mira Sorvino em seus filmes – leia mais. 

A premiação será apresentada novamente por Jimmy Kimmel, neste domingo (4).

Oscar 2018 | Fundadora do movimento #MeToo pede que Ryan Seacrest não cubra o tapete vermelho

Apresentador foi acusado de assédio por antiga figurinista do E!

Wikimedia Commons/Reprodução
 - Wikimedia Commons/Reprodução

A fundadora do movimento #MeToo, Tarana Burke, afirmou à Variety que gostaria que a emissora E! não colocasse Ryan Seacrest para cobrir o tapete vermelho do Oscar 2018. O apresentador foi acusado de assédio por sua antiga figurinista.

“Eles realmente não deveriam mandá-lo [ao Oscar]. Não deveríamos ter que fazer essas escolhas”, disse, sobre a pressão que as atrizes terão agora para decidir se evitam ou não Seacrest. “Não é sobre culpa ou inocência. É sobre existir uma acusação no ar. [Essa pressão] deveria estar com o E! News, não conosco… Isso nos mostraria o quanto eles respeitam essa questão e as mulheres”.

Secreast, que cobre o tapete vermelho do Oscar desde 2006, foi acusado pela figurinista Suzie Hardy de ter feito avanços sexuais agressivos, como tocar na vagina dela e esfregar sua ereção na colega de trabalho. Ele negou as acusações. Já a emissora afirmou que não encontrou evidências suficientes para provar que Seacrest cometeu tais atos.

A premiação será apresentada novamente por Jimmy Kimmel, neste domingo (4).

Estudo diz que número de protagonistas femininas caiu em Hollywood em 2017

Ano foi marcado por denúncias e discussões de assédio

Divulgação
 - Divulgação

Segundo um novo estudo, o número de protagonistas femininas caiu em Hollywood em 2017 (via IndieWire). Elas protagonizaram apenas 24% dos 100 filmes com as maiores bilheterias do ano. Em comparação com 2016, a queda é de 5%.

O material foi publicado pela Dra. Martha Lauzen, do Centro de Estudo das Mulheres na Televisão e nos Filmes, da Universidade de San Diego.

Outros dados mostram que 32% dos filmes do ano tiveram 10 ou mais personagens femininas com falas, enquanto 79% tiveram homens nas mesmas condições. “Na temporada de premiações, quando a conversa sobre mulheres e gênero está em alta, precisamos separar a hipérbole da realidade. Os números ainda não refletem os pedidos de uma mudança massiva na indústria do cinema”, diz Lauzen.

Sobre as etnias, o estudo mostra que as protagonistas femininas negras cresceram de 14% para 16%, latinas foram de 3% para 7% e asiáticas de 6% para 7%. “Embora a porcentagem de latinas tenha mais do que dobrado em 2017, elas continuam dramaticamente pouco representadas em comparação com a população americana”, completa a Dra.

BAFTA 2018 | 190 atrizes britânicas fazem carta aberta contra abuso

Kiera Knightley, Emma Watson e Claire Foy estão entre as signatárias

Instagram/reprodução
 - Instagram/reprodução

Um grupo de 190 atrizes do Reino Unido publicou uma carta aberta no jornal The Observer este domingo, aderindo ao movimento Time’s Up e exigindo fim do desequilíbrio salarial e de abusos sexuais na indústria. A carta veio no dia da premiação Bafta, o “Oscar britânico”, que deve ser marcado por protestos do mesmo modo que ocorreu no Globo de Ouro, no início do ano.

Atrizes que assinaram a carta incluem  Emma Watson, Gemma Arterton, Keira Knightley, Emma Thompson, Naomie Harris, Jodie Whittaker, Carey Mulligan, Kate Winslet, Claire Foy, e diversas outras.

Alguns trechos da carta aberta foram publicados pelo The Guardian e podem ser lidos abaixo:

“Estamos pressionando por mudanças na nossa indústria, e agradecemos o fato de que a indústria do Reino Unido se uniu para desenvolver princípios e regras que barram táticas de abuso no local de trabalho para todos. Nós estamos percebendo apenas agora a magnitude do abuso sistemático, desigualdade e abuso sexual baseado em gêneros e poder – que prejudica todas nós. Hoje nós nos unimos com tolerância zero para este abuso”. 

“Em um passado muito próximo, nós vivemos em um mundo onde abuso sexual era uma piada desconfortável. Uma parte ruim e inevitável de ser uma garota ou uma mulher. Era certamente algo que não era para ser discutido, muito menos endereçado. Em 2018, nós acordamos para uma onda de mudanças. Se nós realmente abraçarmos este momento, uma linha será traçada e será definitiva.”

“Aqui no Reino Unido, o movimento está em uma conjuntura crítica. A desigualdade salarial de gêneros para mulheres aos 20 anos está cinco vezes maior do que era seis anos atrás. Pesquisas no Reino Unido revelaram que mais da metade das mulheres já passou por abuso sexual no trabalho”.

Na cerimônia do Bafta, que acontece hoje em Londres, atrizes devem usar trajes pretos como forma de protesto.

Assédio em Hollywood

2017 foi marcado por diversas denúncias, que começaram com acusações contra o produtor Harvey Weinstein. Depois disso, vários outros casos vieram à tona, incluindo o de Kevin Spacey, que foi demitido de House of Cards depois disso.

No primeiro dia de 2018, 300 mulheres que trabalham em Hollywood, incluindo atrizes, diretoras, roteiristas e produtoras, formaram o Time’s Up, uma iniciativa para lutar contra o assédio sexual na indústria do audiovisual e também em áreas de trabalho manual, como mecânica, construção, etc.

Procuradoria de Nova York preenche ação judicial contra Harvey Weinstein e sua produtora

Processo é motivado por “violação dos direitos civis e humanos”

Eric Schneiderman, procurador geral do estado de Nova York, preencheu ação judicial contra a The Weinstein Company, produtora dos irmãos Harvey e Bob Weinstein. A informação é do The Guardian, e o processo foi realizado no domingo (11).

Os motivos descritos por Schneiderman envolvem “violações sérias dos direitos civis, humanos e das regras de negócios do estado“, alegando que os Weinstein criaram “um duradoura ambiente de trabalho hostíl com base em gênero, um padrão de abuso sexual e uma rotina de mal uso de recursos corporativos para fins ilegais que se estendem de 2005 até outubro de 2017“.

O processo é resultado de quase quatro meses de investigação e conta com 39 páginas, descrevendo duas formas primárias de condutais ilegais praticadas por Harvey Weinstein: “repetidamente e persistentemente abusar de empregadas da TWC ao pessoalmente criar um ambiente de trabalho hostíl e exigir que as mulheres interagissem em atos sexuais ou conduta submissa como moeda de troca para empregabilidade ou avanços na carreira.

Em segundo, abuso de uma posição de poder e recursos: “A Weinstein Company repetidamente quebrou as leis do estado de Nova York ao falhar em proteger seus funcionários de abuso sexual persuasivo, intimidação e discriminação.

Por fim, caso a Weinstein Company seja vendida, Schneiderman afirma que o contrato “deve garantir que todas as vítimas sejam compensadas, a continuidade dos funcionários protegida e que nenhum dos abusadores ou ajudantes desses enriqueçam injustamente“. Harvey Weinstein também é investigado em quatro outros estados norte-americanos por sua conduta abusiva.

2017 foi marcado por diversas denúncias, que começaram com acusações contra o produtor Harvey Weinstein. Depois disso, vários outros casos vieram à tona, incluindo o de Kevin Spacey, que foi demitido de House of Cards depois disso.

No início de 2018, várias artistas de Hollywood se uniram no grupo Time’s Up, que pretende combater o assédio na indústria cinematográfica e em outros locais de trabalho – saiba mais.