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A Órfã da vida real? Adulta se passando por criança tenta matar pais adotivos

Acusados de abandonar a filha adotiva, casal alega que foi enganado por ucraniana assassina

A Órfã da vida real? Adulta se passando por criança tenta matar pais adotivos

Em 2014, Kristine e Michael Barnett foram denunciados por abandono infantil ao se mudar para o Canadá com seus três filhos deixando para trás Natalia Grace, uma garota ucraniana que havia sido adotada pelo casal três anos antes. Entretanto, o casal se defende afirmando que não se tratava de uma criança, mas sim de uma mulher adulta se passando por uma menina, que por várias vezes tentou assassiná-los.

O bizarro caso policial se tornou manchete nos EUA por uma sinistra semelhança com o enredo de A Órfã, suspense lançado em 2009 que acompanha um casal que decide adotar uma criança após passar pela traumatizante morte de um de seus filhos durante o nascimento. Porém, Esther (Isabelle Fuhrman) era uma adulta de 33 anos se passando por criança para matar sua família adotiva.

Na vida real, Natalia foi adotada pelos Barnett após seus pais adotivos anteriores desistirem de sua guarda por razões não reveladas. Segundo seus documentos, ela havia nascido em 2003 e estava nos EUA há dois anos. Diagnosticada com displasia espondilometafisária, condição que causa nanismo e má formação óssea, Natalia se passou por criança embora tivesse características adultas tanto físicas, como pelos pubianos, quanto comportamentais, com destaque para um vocabulário maduro. Com o passar do tempo, o casal passou a desconfiar da fraude e encomendou um exame que atestava sua filha adotiva como adolescente. Após seu disfarce ser parcialmente descoberto, a jovem passou a se comportar de maneira nociva dentro de casa.

Em entrevista ao Daily Mail, Kristine afirma que ela atacou uma criança dentro de casa e passou a fazer ameaças de morte à família: “Ela ficava parada na frente das pessoas no meio da noite. Você não conseguia dormir. Tivemos de esconder todos os objetos pontiagudos”. A matriarca afirma que viu Natalia colocando alvejante em seu café, manchando espelhos com sangue e fazendo coisas que “você nunca poderia imaginar uma criancinha fazendo”.

Aterrorizados, os Barnett levaram sua filha adotiva a diversas clínicas psicológicas e psiquiátricas, onde ela “enganou” diversos profissionais da área até que a fraude de seus documentos na Ucrânia foi descoberta. Lutando para restabelecer a sanidade em seu lar, eles seguiram arcando com seu tratamento psicológico de Natalia, que agora passava em clínicas para adultos. Por fim, o casal alugou um apartamento para a impostora e se mudou para o Canadá em busca de segurança. A paz durou pouco, pois Natalia cortou contato com seus pais adotivos pouco tempo depois, e em 2014, procurou a polícia alegando que foi abandonada em casa.

O casal foi procurado pela polícia e processado após um Michael afirmar em um depoimento que ela parecia adulta mas era na verdade uma criança. O advogado do casal nega que seu cliente tenha feito tal confissão, que teria sido obtida durante uma conversa sem sua presença. Os Barnett pagaram fianças de aproximadamente US$ 5 mil e seguem respondendo ao processo, já Natalia foi adotada por um novo casal que se comoveu com sua versão, acreditando que se tratava de uma criança. Assustada pelas implicações da história em sua vida, Kristine relembra o último contato com ela: “a última vez que nos falamos no telefone, ela disse que estava cozinhando macarrão para sua nova família”.

Em 2014, Kristine e Michael Barnett foram denunciados por abandono infantil ao se mudar para o Canadá com seus três filhos deixando para trás Natalia Grace, uma garota ucraniana que havia sido adotada pelo casal três anos antes. Entretanto, o casal se defende afirmando que não se tratava de uma criança, mas sim de uma mulher adulta se passando por uma menina, que por várias vezes tentou assassiná-los.

O bizarro caso policial se tornou manchete nos EUA por uma sinistra semelhança com o enredo de A Órfã, suspense lançado em 2009 que acompanha um casal que decide adotar uma criança após passar pela traumatizante morte de um de seus filhos durante o nascimento. Porém, Esther (Isabelle Fuhrman) era uma adulta de 33 anos se passando por criança para matar sua família adotiva.

Na vida real, Natalia foi adotada pelos Barnett após seus pais adotivos anteriores desistirem de sua guarda por razões não reveladas. Segundo seus documentos, ela havia nascido em 2003 e estava nos EUA há dois anos. Diagnosticada com displasia espondilometafisária, condição que causa nanismo e má formação óssea, Natalia se passou por criança embora tivesse características adultas tanto físicas, como pelos pubianos, quanto comportamentais, com destaque para um vocabulário maduro. Com o passar do tempo, o casal passou a desconfiar da fraude e encomendou um exame que atestava sua filha adotiva como adolescente. Após seu disfarce ser parcialmente descoberto, a jovem passou a se comportar de maneira nociva dentro de casa.

Em entrevista ao Daily Mail, Kristine afirma que ela atacou uma criança dentro de casa e passou a fazer ameaças de morte à família: “Ela ficava parada na frente das pessoas no meio da noite. Você não conseguia dormir. Tivemos de esconder todos os objetos pontiagudos”. A matriarca afirma que viu Natalia colocando alvejante em seu café, manchando espelhos com sangue e fazendo coisas que “você nunca poderia imaginar uma criancinha fazendo”.

Aterrorizados, os Barnett levaram sua filha adotiva a diversas clínicas psicológicas e psiquiátricas, onde ela “enganou” diversos profissionais da área até que a fraude de seus documentos na Ucrânia foi descoberta. Lutando para restabelecer a sanidade em seu lar, eles seguiram arcando com seu tratamento psicológico de Natalia, que agora passava em clínicas para adultos. Por fim, o casal alugou um apartamento para a impostora e se mudou para o Canadá em busca de segurança. A paz durou pouco, pois Natalia cortou contato com seus pais adotivos pouco tempo depois, e em 2014, procurou a polícia alegando que foi abandonada em casa.

O casal foi procurado pela polícia e processado após um Michael afirmar em um depoimento que ela parecia adulta mas era na verdade uma criança. O advogado do casal nega que seu cliente tenha feito tal confissão, que teria sido obtida durante uma conversa sem sua presença. Os Barnett pagaram fianças de aproximadamente US$ 5 mil e seguem respondendo ao processo, já Natalia foi adotada por um novo casal que se comoveu com sua versão, acreditando que se tratava de uma criança. Assustada pelas implicações da história em sua vida, Kristine relembra o último contato com ela: “a última vez que nos falamos no telefone, ela disse que estava cozinhando macarrão para sua nova família”.

Fim de semestre chega a velha correria para terminar o TCC

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La Casa de Papel da vida real? Quadrilha rouba ouro de carro-forte em SP

Assalto lembra trama nova temporada da série da Netflix

La Casa de Papel da vida real? Quadrilha rouba ouro de carro-forte em SP

m roubo ocorrido em São Paulo chamou atenção pela similaridade com a trama de La Casa de Papel, a série espanhola da Netflix. De acordo com o G1, uma quadrilha invadiu o Aeroporto Internacional de Guarulhos com viaturas clonadas e roubou aproximadamente 750 kg de ouro.

No seriado, as duas primeiras partes acompanham um roubo na Casa da Moeda e a terceira – que chegou ao serviço de streaming na última sexta (19) – mostra o grupo comandado pelo Professor (Álvaro Morte) roubando ouro do Banco Central Espanhol.

Ursula Corberó (Tóquio), Álvaro Morte (O Professor), Jaime Lorente (Denver), Miguel Herrán (Rio), Darko Peric (Helsinque), Alba Flores (Nairóbi), Esther Acebo (Estocolmo), Itziar Ituño (Raquel Murillo), Enrique Arce (Arturo), Kiti Mánver (Mariví), Juan Fernández (Coronel Prieto) e Mario de la Rosa (Suarez) retornam aos novos episódios junto do criador Álex Pina e do diretor Jesús Colmenar.

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Smallville | Relembre o caso do culto sexual envolvendo Allison Mack

Intérprete de Chloe se declarou culpada no caso

Camila Sousa/omelete/25.06.2019

Um dos casos mais chocantes de Hollywood nos últimos meses foi a descoberta de uma seita sexual chamada NXIVM, envolvendo o nome de Allison Mack, conhecida como a Chloe Sullivan de Smallville.

Desde que o caso foi descoberto, a atriz se declarou culpada por aliciar mulheres para o culto e aguarda julgamento após ser presa e pagar fiança. Confira abaixo todos os detalhes sobre o caso e também a repercussão entre o elenco da série:

Março de 2018 – descoberta do caso

Tudo começou com uma reportagem do NY Post, afirmando que tanto Mack quanto Kristin Kreuk, a Lana Lang de Smallville, estavam envolvidas em um esquema de escravidão sexual. Keith Raniere, líder da seita, foi preso no México e extraditado para os EUA. Segundo a reportagem, o grupo faria chantagem para manter mulheres como escravas sexuais e até as marcaria com ferro quente na região da virilha – saiba mais.

Abril de 2018 – Mack é presa

Em abril do mesmo ano, Mack foi presa e ficou em custódia da polícia. Ela se apresentou no tribunal do Brooklyn logo depois – saiba mais.

Abril de 2018 – Mais informações sobre o culto

No mesmo mês, foram descobertos tuítes de Mack para Emma Watson, que parecem um tipo de “recrutamento” para o grupo. Nas mensagens, a atriz de Smallville cita um “incrível movimento de mulheres” e “desenvolvimento humano único”. Watson não respondeu aos tuítes e também não se pronunciou sobre o caso – saiba mais.

Abril de 2018 – Allison Mack é solta após pagar fiança

Poucos dias depois, a atriz foi solta após sua mãe pagar sua fiança. Informações dizem que a mãe da atriz teve uma participação ativa na audiência de custódia, pedindo que a filha ficasse em prisão domiciliar até o julgamento. O juiz acatou o pedido e a atriz foi para a Califórnia com monitoramento da polícia – saiba mais.

Abril de 2018 – Documentário de ex-integrantes da seita

Ainda no calor das notícias, foi divulgado que o caso ganharia um documentário feito por Sarah Edmondson, atriz de Psych que participou do culto por mais de dez anos ao lado do marido, Anthony Ames. O objetivo do projeto é desencorajar que mulheres entrem em tais grupos. Por enquanto não há informações sobre lançamento – saiba mais.

Abril de 2019 – Allison Mack se declara culpada

Um ano depois das primeiras notícias sobre o NXIVM, Allison Mack se declarou culpada no tribunal. A atriz afirmou que acreditava nas boas intenções do líder Keith Raniere, mas estava errada. Com isso, Mack assegurou que terá um julgamento separado do líder e de outros membros que continuam se declarando inocentes. Também foi estabelecido que a sentença final deve ser divulgada em setembro deste ano – saiba mais.

Abril de 2019 – HBO anuncia série sobre o caso

Poucos dias depois, a HBO anunciou a produção de uma série documental sobre o caso. Jehane Noujaim Karim Amer (ambos de The Square e Control Room) vão comandar a produção que mostrará pessoas que se uniram ao grupo em busca de “crescimento pessoal”. Ainda não há previsão de lançamento – saiba mais.

Junho de 2019 – Documentário sobre o caso é anunciado

Além da série da HBO, a Investigation Discovery anunciou o lançamento de um documentário. Intitulada de The Lost Women of Nxivm, a produção em duas partes mostrará o que aconteceu com quatro mulheres que foram membros do culto e desapareceram ou morreram misteriosamente. A previsão de lançamento é para dezembro deste ano – saiba mais.

Julho de 2019 – Tom Welling fala sobre o caso

Após muitos meses, Tom Welling decidiu falar sobre o caso no podcast de Michael Rosenbaum, que interpretou Lex Luthor em Smallville. Welling disse que jamais soube de nada e que Mack sempre foi uma pessoa legal perto dele. Rosenbaum disse que sabia do envolvimento da atriz com algum grupo de “autoajuda”, mas jamais imaginou o que realmente estava acontecendo – saiba mais.

Nxivm: documentário explorará culto sexual que envolveu atriz de Smallville

The Lost Women of Nxivm será lançado em dezembro

Julia Sabbaga/omelete/20.06.2019
Nxivm: documentário explorará culto sexual que envolveu atriz de Smallville

O documentário The Lost Women of Nxivm, produzido pela Investigation Discovery, explorará a história do culto sexual que envolveu Allison Mack (a Chloe de Smallville). O lançamento é previsto para dezembro [via Deadline].

Dividido em duas partes, o especial investiga o que aconteceu com quatro mulheres que foram membros do Nxivm que desapareceram ou morreram sob circunstâncias suspeitas.

O anúncio do lançamento do documentário vem um dia após o líder do culto, Keith Raniere, ter sido julgado culpado por tráfico sexual, extorsão e outros crimes.

The Lost Women of Nxivm trará depoimentos de informantes e testemunhas, muitas dando declarações oficiais pela primeira vez.

O caso do culto sexual foi divulgado em março de 2018, em uma reportagem no NY Post, que também citava a participação de Kristin Kreuk, a Lana Lang de Smallville. Chamada de NXIVM (pronunciado “nexium”), a seita utilizava de chantagem para manter as mulheres como escravas sexuais, chegando até a marca-las com ferro quente na região próxima à virilha. Mack foi presa em abril de 2018 e solta pouco depois, após sua mãe pagar sua fiança.

HBO fará série documental sobre o culto sexual de Allison Mack

Atriz se declarou culpada das acusações recentemente

Camila Sousa/omelete/19.04.2019
Foto de Smallville

De acordo com a Variety, a HBO está produzindo uma série documental sobre o culto sexual de Allison Mack.

Jehane Noujaim e Karim Amer (ambos de The Square e Control Room) vão comandar a produção que mostrará pessoas que se uniram ao grupo em busca de “crescimento pessoal”. Ainda não há previsão de lançamento.

Conhecida pelo papel de Chloe em Smallville, Mack se declarou culpada das acusações recentemente e por isso não será levada a julgamento junto com os outros acusados – saiba mais.

O caso do culto sexual foi divulgado em março de 2018, em uma reportagem no NY Post, que também citava a participação de Kristin Kreuk, a Lana Lang de Smallville. Chamada de NXIVM (pronunciado “nexium”), a seita utilizava de chantagem para manter as mulheres como escravas sexuais, chegando até a marca-las com ferro quente na região próxima à virilha. Mack foi presa em abril de 2018 e solta pouco depois, após sua mãe pagar sua fiança.

O tribunal continuará as investigações e a sentença final da atriz será revelada em 11 de setembro.

Nipsey Hussle é assassinado nos EUA

Rapper levou seis tiros em frente a sua loja de roupas em Los Angeles

Fábio de Souza Gomes/omelete/31.03.2019
Nippsey

O rapper Nipsey Hussle foi assassinado na noite deste domingo (31) nos EUA. Ele levou seis tiros em frente a sua loja de roupas em Los Angeles, nos EUA, e outras duas pessoas também ficaram feridas (Via NBC News).

O Departamento de Polícia de Los Angeles afirmou que há uma investigação em andamento, mas ninguém ainda foi detido e não há suspeitos do crime. Um dos seis disparos pegou na cabeça do músico, que resultou em sua morte.

Nipsey tinha 35 anos e ano passado lançou o álbum Victory Lap, que chegou a ser indicado ao Grammy de Melhor Álbum de Rap do ano. Ele estava trabalhando em seu segundo álbum.

Backstreet Boys | Nick Carter não será acusado formalmente de estupro

Caso teria acontecido em 2003 e não pode mais ser levado à julgamento

Julia Sabbaga/omelete/11.09.2018

Nick Carter, do Backstreet Boys, foi liberado da acusação de estupro feita por Melissa Schuman, divulgada no fim do ano passado. A cantora, que fez parte do Dream, descreveu o caso seu blog pessoal, recontando um encontro agressivo que teria acontecido em 2003.

De acordo com a TMZ, o caso de Nick Carter não continuará no processo legal pelo tempo decorrido entre o suposto acontecimento e a acusação. No caso de estupro, a pretenção punitiva prescreve em 10 anos e, por isso, o caso expirou em 2013.

As acusações de Schuman (leia aqui) foram respondidas por Nick Carter na época. O cantor se defendeu alegando que o encontro foi consensual – leia aqui.

A Noite do Jogo | Crítica

O retorno das boas comédias ao cinema

Apesar de estar presente na grande maioria dos maiores filmes de herói que permeiam o topo das bilheterias mundiais, o gênero da comédia parece ter sido deixado de lado nos últimos tempos. Dá pra contar nos dedos de uma mão os filmes lançados nesse ano por Hollywood que são puramente comédias, que não trazem qualquer traço trágico ou romântico à história – e eles ainda acabam recebendo pouca divulgação, além de também serem eclipsados por outras produções de maior orçamento ou maior expectativa do público. A Noite do Jogo chega para mostrar que ainda é possível fazer comédia para o cinema.

A primeira coisa que precisa funcionar em um filme como este é o elenco. Liderado por Jason Bateman e Rachel McAdams, que interpretam o casal ultra-competitivo Max e Annie, A Noite do Jogo acompanha um grupo de amigos que se reúne semanalmente para noites de jogos – até que o irmão de Max, Brooks (Kyle Chandler), chega para tentar incrementar o evento, mas acaba estragando tudo. É exatamente a afinidade entre todos os atores que faz com que o longa ganhe profundidade e que toda a trama de suspense funcione, criando tensão para o espectador do começo ao fim.

Toda a ideia por trás do filme é focar no absurdo da situação, introduzindo temas ridículos para que pessoas normais tenham de lidar com elas. A premissa acompanha os amigos em uma nova experiência, uma noite do jogo mais extrema, na qual uma equipe contratada por Brooks vai fingir um sequestro e os outros integrantes do grupo precisam seguir pistas e encontrar o sequestrado. O grupo acaba dividido em duplas e quem chegar primeiro a dica final e, consequentemente, ao sequestrado, vence. É claro que dá tudo errado e é aí que começa a verdadeira piada.

Além de Bateman e McAdams, completam o elenco Lamorne Morris e Kylie Bunbury como o casal Kevin e Michelle; Billy Magnussen e Sharon Horgan, o amigo mais jovem do grupo, Ryan, e sua “namorada” mais velha e mais inteligente, Sarah; e Jesse Plemons como o esquisitíssimo vizinho Gary. Sem necessidade de precisar estabelecer vínculo entre todos, a química funciona desde o primeiro momento, que também já esclarece as personalidades de cada um e qual será sua função no andamento da trama.

A Noite do Jogo, porém, não se apoia somente na narrativa principal. São inúmeras piadas paralelas e recorrentes ao longo da duração do filme que trazem uma sensação ainda maior de familiarização com aqueles personagens. Até a novata Sarah se encaixa perfeitamente no grupo, adicionando a intelectualidade que faltava à superficialidade de Ryan.

O absurdo não é algo novo no gênero, o que acaba trazendo uma sensação de déjà vu à trama, que acaba com cenas similares à outras produções passadas, mas a direção de Jonathan Goldstein e John Francis Daley mescla muito bem o suspense à comédia. É perceptível a diferença na iluminação das cenas cômicas em comparação com as de ação e tensão: enquanto a comédia é clara e bem iluminada, mostrando os gestos corporais com clareza; os momentos de suspense mostram tomadas mais escuras, onde o foco da luz normalmente é voltado para o rosto do ator.

A Noite do Jogo é uma divertida comédia com inúmeras reviravoltas e cheia de ação que vale a pena ver. Cheio de surpresas, o filme rende boas risadas enquanto nos deixa genuinamente preocupados com o bem estar dos personagens em tela. Um dos bons filmes cômicos que faltava nos cinemas.

A Noite do Jogo (2017)

(Game Night)
  • País: EUA
  • Classificação: 14 anos
  • Estreia: 10 de Maio de 2018
  • Duração: 144 min.

Desejo de Matar | Crítica

Eli Roth conversa com Frank Miller e moderniza o filme-de-vingança com ironia cartunesca

Produto de uma era de desesperança, a série Desejo de Matar surgiu com o ator Charles Bronson em 1974, da mesma forma de outros filmes de exploitation, como uma reação a uma inquietação social urbana nos EUA. Embora o vigilantismo não saia de moda, o remake agora estrelado por Bruce Willis tem como marca, nas mãos do diretor Eli Roth, muito mais a tônica do consumo irônico do que o discurso engajado.

Willis faz Paul Kersey, que originalmente era um arquiteto de Nova Jersey e agora é um cirurgião de Chicago. Homem de família e “de bem”, ele fica sem reação quando sua mulher e sua filha são vítimas de uma invasão domiciliar, e diante da morosidade da justiça Paul Kersey percebe que só lidará com o luto se caçar os bandidos sozinhos.

Depois de fazer seu nome com os turture porn da série O Albergue e revisitar o subgênero de forma sarcástica nas provocações de Bata Antes de Entrar, Roth visivelmente filia seu Desejo de Matar a essa tendência. O remake não tem a seriedade de outros longas da safra atual de justiciamento na terceira idade, como Busca Implacável ou os thrillers de Gerard Butler, e sim um espírito de gozação juvenil que aproxima muito mais Desejo de Matar de uma história em quadrinhos do que exatamente da série com Bronson.

O caráter cartunesco está inscrito mesmo na forma: a tela se divide em quadros como uma página de HQ para mostrar, ao mesmo tempo, Kersey trabalhando com seus utensílios de médico e aprendendo a limpar seu arsenal de vigilante. O grafismo da violência, bem típico de Roth, de cérebros estourando a cabeças virando, também estão mais próximos da caricatura encontrada em gibis ultraviolentos do que em filmes com um pé no realismo.

Se existe um parentesco a se definir aqui, Desejo de Matar está mais próximo de Frank Miller. Não só pela vida dupla do endinheirado Kersey que faz Bruce Willis parecer com Bruce Wayne, mas também pela narrativa entrecortada pelas comentários da mídia, que funcionam no filme como um coro grego a exemplo do que Miller fez em Batman: O Cavaleiro das Trevas. Os infomerciais de armas e os tutoriais online acrescentam mais ironia à receita, como se os EUA de Trump, com sua vocação para a autopromoção mais popularesca, fosse mesmo uma repetição dos EUA de Reagan.

Ao fazer um filme que abraça a artificialidade com sarcasmo (o longa abre com o noticiário dizendo que as taxas de crime subiram e termina dizendo que elas caíram) sem recorrer a metalinguagens sofisticadas demais para parecer inteligente, Roth realiza um remake que moderniza o original de forma bastante consciente e consistente.

Desejo de Matar (2017)

(Death Wish)
  • País: EUA
  • Classificação: 18 anos
  • Estreia: 10 de Maio de 2018
  • Duração: 108 min.

Luc Besson, diretor de Lucy e O Quinto Elemento, é acusado de estupro

Atriz francesa não quis ser identificada

 by:omelete
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O diretor Luc Besson (LucyValerian O Quinto Elemento) foi acusado de estupro por uma atriz francesa, de acordo com a Variety.

A atriz deu início a uma acusação formal contra o diretor à polícia, alegando ter sido estuprada após uma reunião no último dia 10. Em contato com a Variety, a acusadora descreveu o ocorrido como um “assédio sexual violento”.

Em declaração também à Variety, representantes de Besson dizem que o cineasta “nega categoricamente todas as acusações feitas contra ele”. 

A atriz, que trabalhou com Besson em dois filmes, não deseja ser identificada.

Assédio em Hollywood

O tema do assédio sexual em Hollywood voltou à tona após várias acusações contra o produtor Harvey Weinstein. Ele foi demitido de sua empresa, a The Weinsten Company e expulso da Academia do Oscar, que pretende ter um novo código de conduta após o caso – saiba mais. O Sindicato dos Produtores também baniu para sempre Harvey Weinstein da organização – saiba mais.