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Especial Game of Thrones | Relembrando a primeira temporada

Série que fez história na TV chega ao final em 2019

Camila Sousa/omelete/06.02.2019

Foto de Game of Thrones

Quando a primeira temporada de Game of Thrones foi lançada em 2011, poucos poderiam imaginar no que a série iria se transformar. Claro, os primeiros livros já tinham sido publicados por George R.R. Martin e a HBO já tinha um ótimo histórico com seriados de qualidade, mas ainda assim, a atração foi uma aposta que deu certo e mudou os rumos da TV.  Como preparação para a oitava e última temporada do seriado, relembramos abaixo o que aconteceu no primeiro ano:

Terror

Apesar de ser uma série medieval, Game of Thrones sempre teve um pé no sobrenatural. Essa característica foi acentuada com o decorrer das temporadas, mas esteve lá desde o começo, já que o episódio-piloto começa com um membro da Patrulha da Noite encontrando os Caminhantes Brancos. Assim como no primeiro livro, a cena serve como um prólogo para a história e tem um estilo muito mais voltado para o terror do que para a aventura.

Intrigas dos Lannisters

O que realmente dá o pontapé inicial para toda a história da série é a morte de Jon Arryn, que era Mão do Rei Robert e marido de Lisa Arryn. Logo no começo, Cersei e Jamie conversam sobre a morte e sobre como Arryn estava perto de descobrir o grande segredo dos dois: que os filhos de Cersei, rainha e esposa do Rei Robert, eram também do seu irmão gêmeo. É a morte de Jon que faz o rei sair de Porto Real e ir até Winterfell oferecer o cargo para o amigo Eddard. Mas as intrigas causadas pelos irmãos não terminam aí. Ao final do piloto, Jamie comete (possivelmente) um de seus maiores erros durante todas as temporadas, que é empurrar Bran da torre quando o garoto flagra os irmãos juntos. Ele também ataca Ned em Porto Real, deixando o patriarca dos Starks machucado e vulnerável.

Infelicidade de Cersei

Apesar da cumplicidade com o irmão, a temporada estabelece como Cersei é infeliz, principalmente em seu casamento. Robert não esconde de ninguém que foi apaixonado por Lyanna Stark e ainda nutre um grande sentimento por ela, apesar da personagem estar morta há muito tempo. Essa relação faz com que Cersei se sinta rejeitada o tempo todo. Em certo momento, por exemplo, ela afirma que o rei já chamou pelo nome de Lyanna quando os dois estavam na cama, algo que feriu profundamente seu orgulho. Além disso, Robert batia em Cersei quando se sentia desafiado e não via problemas em manter amantes, inclusive na frente de todos, como acontece na festa de boas-vindas em Winterfell. Nos livros, sempre foi estabelecido como o casamento de Robert e Cersei foi arranjado para unir suas casas. Tywin Lannister queria a filha casada com o rei e a própria garota imaginou que teria uma relação feliz, antes de descobrir que seu marido jamais a amaria e realmente encararia a relação dos dois como uma grande fachada.

Breve felicidade Stark

A primeira temporada também marca os raros momentos de felicidade da família Stark em toda a história. Eddark e Catelyn têm um amor sólido e carregado de respeito e isso reflete em uma boa administração de Winterfell, sempre se preparando para o inverno que está para chegar. Entre os jovens, Rob é o mais velho e se prepara para um dia assumir o lugar do pai; Sansa é uma menina doce que sonha em se casar com um belo príncipe; Arya é uma criança ativa que faz de tudo para provocar os irmãos; Bran, o segundo filho homem, começa a ouvir mais os ensinamentos do pai (“Aquele que dá a sentença deve brandir a espada”) e Rickon ainda é um bebê apegado à mãe. O único que destoa de toda essa harmonia é Jon Snow, que tem uma boa relação com os irmãos (principalmente Arya), mas não consegue deixar de lado o sentimento de inadequação, principalmente quando Catelyn está por perto. Para ela, o rapaz é uma constante lembrança da traição do marido.

Lobos

Também é na primeira temporada que os irmãos Stark ganham seus lobos. Enquanto volta da execução de um desertor da Patrulha da Noite (o mesmo que viu o Caminhante Branco) a comitiva de Eddark encontra uma loba gigante morta, uma espécie pouco vista recentemente na região. A própria morte do animal já é por si só um presságio ruim, mas logo eles descobrem que a loba deixou para trás uma ninhada de lobos, na quantidade exata dos irmãos. Apesar de discordar aprincípio, Eddard sabe que os lobos são o símbolo de sua casa e por isso permite que cada criança e jovem fique com um filhote. No decorrer das temporadas, os lobos acompanham os personagens, os ajudam em momentos difíceis e suas mortes também são presságios de momentos difíceis para a família.

Trilha sonora

Um ponto interessante é como a primeira temporada utilizava a trilha sonora de forma diferente. Quando a história começa a ser estabelecida e os momentos mais tristes da série ainda não aconteceram, a trilha é bem mais animada, dinâmica e genérica. Um exemplo  é quando a comitiva de Robert chega a Winterfell. A música que toca nesse momento é grandiosa e quase feliz, e raramente é utilizada depois disso. Com o decorrer da temporada, as músicas se tornam mais soturnas e ganham mais personalidade.

Nudez

A HBO sempre foi conhecida por ter um conteúdo mais adulto em suas séries, tanto em relação à violência, quanto à nudez, e esse segundo ponto é bem explorado nas primeiras temporadas de Game of Thrones. No primeiro episódio, por exemplo, várias personagens femininas aparecem nuas ao lado de Tyrion em um bordel e Daenerys tem uma cena constrangedora ao lado do irmão Viserys. Com o tempo, as cenas de nudez diminuíram ou pelo menos assumiram um tom menos gratuito do que na primeira temporada.

Relação entre Robert e Ned

Para quem não se lembra, Robert Baratheon morre ainda na primeira temporada de Game of Thrones após ser atacado por “acidente” por um javali durante uma caçada. Mas antes desse acontecimento trágico, a série explora bastante a amizade do personagem com Ned. Os dois se conheceram ainda na juventude e Robert se apaixonou por Lyanna, irmã de Ned, criando uma ligação ainda maior entre os dois. Quando a jovem foi supostamente sequestrada por Rhaegar Targaryen, e o pai e o irmão de Ned foram mortos pelo Rei Louco, os dois amigos se uniram na Rebelião de Robert, que terminou quando Jaime Lannister se tornou o regicida ao assassinar o rei que jurou proteger. Por terem vivido tudo isso, Ned e Robert possuem uma relação única nos primeiros episódios da série, já que o rei vê em Ned alguém que pode ajudá-lo a governar Westeros. Aos olhos de quem está de fora, é estranho ver conversas casuais entre os dois, mas a história justifica isso.

O caminho de Jon Snow

Quando Game of Thrones começa, Jon Snow é um jovem revoltado com seu status em Winterfell. Como dito anteriormente, ele tem uma boa relação com os irmãos Stark, mas não consegue se livrar do sentimento de que não pertence àquele lugar. É por isso que, após rever o tio Benjen, ele decide se unir à Patrulha da Noite. Anteriormente, essa ordem era formada por cavaleiros honrados que protegiam Westeros dos perigos além da Muralha. Mas agora os homens enviados são assassinos e estupradores e as condições do lugar são precárias. Jon sofre muito em seus primeiros dias, principalmente porque ele continua não se sentindo aceito. Apesar de ser um bastardo, o jovem teve uma boa criação e treinamento, algo que também o diferencia dos irmãos. É apenas com o tempo que ele consegue fazer amizades na Muralha, principalmente com Sam, que perdura até as temporadas atuais.

Ensinamentos de Tyrion

Quando a comitiva se prepara para ir até a Muralha, Tyrion Lannister resolve ir junto, segundo ele, “para fazer um xixi para além da Muralha”. Essa viagem é importante para estabelecer a personalidade de Tyrion e também cria uma relação interessante do personagem com Jon Snow. Ainda em Winterfell, o caçula da família Lannister chama Snow repetidas vezes de bastardo e já passa um ensinamento ali: “Não esqueça quem você é, porque certamente o mundo não se esquecerá. Faça disso sua força e assim ninguém usará isso contra você”. Tyrion diz que todos os anões são bastardos aos olhos dos pais e mostra como enxerga o mundo após anos de rejeição. Também na viagem, Tyrion diz sua famosa frase “uma mente precisa de livros como uma espada precisa de uma pedra de amolar. Por isso eu leio tanto”.  

Decisões de Catelyn

Outros momentos importantíssimos na primeira temporada de Game of Thrones são as decisões tomadas por Catelyn. Bem no começo da história, ela recebe uma carta da irmã Lysa acusando os Lannisters pela morte de Jon Arryn. Já desconfiada da presença da família em Winterfell, ela alerta Ned dos perigos de aceitar o cargo de Mão do Rei. Após a queda de Bran da torre, as desconfianças de Catelyn aumentam quando ele é novamente atacado em sua cama. Um homem invade o quarto e tenta esfaquear o garoto com uma adaga que supostamente pertencia a Tyrion. A matriarca machuca as mãos tentando salvar o filho, que só sai ileso desta nova violência ao ser defendido pelo lobo Verão. Em uma decisão extrema, ela resolve deixar Winterfell e ir até Porto Real dar as notícias pessoalmente a Ned, já que não confia em corvos. Essa é uma decisão muito difícil, já que Bran não acordou e Rickon é apenas um bebê, mas ela permanece firme na ideia de fazer justiça e proteger sua família. Catelyn tem um último encontro com Ned e, ao voltar para casa, encontra Tyrion em seu caminho de volta da Muralha. Ele convoca a lealdade dos lords presentes e toma o caçula dos Lannisters como refém. Tyrion prova sua inocência por um julgamento por combate, mas sua prisão temporária faz Ned ser atacado em Porto Real por Jaime, que exige ter o irmão de volta. Posteriormente, quando Ned é preso e acusado de traição, Robb convoca exércitos do Norte para marchar em defesa do pai e Catelyn se une ao filho mais velho. Essa última decisão de não voltar para Winterfell e os filhos mais novos, foi crucial para o futuro dos Starks: Catelyn nunca mais viu Bran e Rickon e após a morte de Ned, o local ficou vulnerável sem a presença de um lord ou lady, o que levou a invasões e à fuga dos garotos.

Cabelos loiros

A partir do momento em que chega a Porto Real com as filhas, Ned enfrenta muitos problemas e nem sempre toma as melhores decisões. Ele começa a investigar a morte de Jon Arryn e chega ao mesmo segredo que o morto descobriu: os cabelos loiros dos filhos de Cersei mostram que eles não são filhos de Robert e, por isso, não são herdeiros do trono. Ele comete o erro de confiar em Mindinho para ter a guarda da cidade ao seu lado e é traído. Preso e acusado de conspirar contra a coroa, Ned teme pela segurança de Sansa e Arya, que estão sozinhas na cidade (apesar de Arya ter Syrio Forel ao seu lado), e por isso aceita a proposta de Cersei de pedir perdão e servir na Patrulha da Noite. A Rainha Regente sabe que a morte do Lord de Winterfell poderia desencadear uma guerra indesejada e por isso exigiu apenas sua submissão. Mas ela não contava que o filho Joffrey, sedento de poder e crueldade, ordenaria a morte de Ned por decapitação, que acontece no nono episódio da primeira temporada.

Viserys e Daenerys

Enquanto tudo isso acontece em Westeros, a história de Viserys e Dany se desenrola para além do Mar Estreito. A jovem se casa com Khal Drogo, na promessa de que ele dará um exército para Viserys reconquistar Westeros para a família Targaryen. O começo do relacionamento é muito difícil para ela, que estranha os costumes brutos dos Dothraki. Mas aos poucos a jovem aprende a amar Drogo e engravida, carregando o bebê que se tornará “o garanhão que montará o mundo”. Se sentindo cada vez mais forte, Dany assume o protagonismo de sua história e Viserys começa a nutrir um ciúme perigoso de sua posição de poder. Desde a infância, o irmão mais velho dominou totalmente a vida de Dany, afirmando que ela poderia “acordar o Dragão” e para evitar isso deveria obedecer todas as suas ordens. Nos livros, a personagem relembra como os dois tiveram uma infância difícil e Viserys realmente a ajudou, mas em troca disso queria sua submissão completa. Viserys fica impaciente com a demora de Drogo em planejar a invasão a Westeros e faz um ultimato ao casal, ameaçando Daenerys quando ela já está grávida. Sem paciência para lidar com as exigências do rapaz e furioso pelas ameaças à família, Khal Drogo mata Viserys despejando em sua cabeça uma bacia de ouro fervendo. Infelizmente, o futuro que Daenerys se perde quando Drogo adoece após um ferimento de batalha e, na ânsia de salvá-lo, ela é enganada por Mirri Maz Duur e sacrifica seu bebê, ficando também estéril no processo. Sem esperanças, Dany entra em uma fogueira com seus ovos de dragão adormecidos e sai dela ilesa, com os três seres mágicos ao seu lado, tornando-se a Mãe de Dragões.

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The Big Bang Theory | Relembre a participação de Stan Lee na série

Lenda dos quadrinhos participou do 16º episódio da terceira temporada

Natália Bridi/omelete/12.11.2018

Um incrível 2018

Não-desejar-feliz-2018

Ano novo e sempre as mesmas frases, os mesmos desejos, as mesmas simpatias, a roupa branca, etc.

EU NÃO DESEJO UM FELIZ ANO NOVO PARA VOCÊ! Eu desejo um ano INCRÍVEL, que tiremos os sonhos do travesseiro, tiremos os planos do papel e façamos um 2018 de muitas realizações.

Muito obrigado a cada fã do blog pelo incrível ano! Pessoalmente a cada um que acompanha o trabalho e é apaixonado por séries e filmes assim como eu! Obrigado!

Boas festas.

3000 posts | felicidade ou tristeza?

O que tirar disso tudo?

Eu já devo ter dito isso em algum outro post especial… eu nunca imaginei ter um blog, nunca imaginei que duraria tanto tempo, já faz mais de um ano, e também nunca imaginei que ficaria mais de um ano desempregado… hahsahahuhshu.

Tempos difíceis, ano que vem tenho formatura, monografia, etc. Será muita correria, talvez eu descontinue o fluxo de postagens, talvez abandone o blog, sobretudo temos que aprender a dar valor as pequenas coisas e nos alegrarmos com pequenos momentos.

Nunca pensei que chegaria a 3000 posts em um ano em um blog que fala sobre um segmento tão concorrido, o entretenimento, e que não é monetizado, por favor, se algum leitor consegue números muito melhores monetizando me avise, também penso em monetizar, mas é necessário avaliar se vale mesmo a pena.

Estudo publicidade e propaganda, um ramo muito vasto, mas também muito disputado atualmente, o que vou retratar agora é um caso que ocorreu a poucos dias na minha universidade, atualmente curso o 6º semestre, algo que já cansamos, cansamos mesmo de ver, foi a psicologia das cores, como as cores integram e compõe a publicidade de maneira geral, como podem fazer gerar instintos, sensações e desejos em nós, pobres mortais.

Estávamos apenas relembrando, uma coisa que aprendi ainda no ensino fundamental foi que, a cor preta é a ausência de todas as cores, e o branco logicamente, é a soma de todas as cores, por isso é refletivo, etc. Agora pasmem, a maioria dos alunos não sabia disso, não lembrava ou confundia, teve aluno até dizendo que RGB, red, green and blue possuía amarelo na sua sigla.

Quando é CMYK que possui amarelo, yellow, coisa também que aprendemos nos primeiros semestres, e tudo isso pontualmente restando um mês para a formatura e estando grande parte desses alunos já inseridos no mercado de trabalho, por essa razão que nosso ramo sofre tanto e há tantos profissionais habilidosos e competentes e que não possuem graduação.

Se você é leigo e não entendeu fique sabendo que aquela professora também não entendeu o motivo de tantos erros. Não estou trabalhando no momento e também não sou ilustrador, desenhista ou algo assim, apenas aprendi o básico do básico, me esforço para continuar evoluindo e apenas isso.

Faço no blog serviço de copywriter, por isso quando tenho um texto totalmente de minha autoria, já alerto, não reparem nos erros de português, espero que gostem das postagens e que voltem sempre no blog, faço isso apenas para vocês.

Novo blog no ar | Visite e prestigie o trabalho

Pra quem curte séries e cinema

sofalizando

Neste momento já está no ar meu novo blog, achava o conteúdo muito bagunçado no meu blog atual, agora possuo um blog destinado apenas a quem se interessa por cinema e séries, agora você pode ficar por dentro das novidades no cinema e nas suas séries favoritas e não perder nada.

Especulações, lançamentos, curiosidades, trailer, críticas, teasers, lançamentos, etc.

Também disponibilizando conteúdo exclusivo, que não está presente no salada de frutas pop, fique ligado e inscreva-se já!

Sofalizando, meu novo blog wordpress, link abaixo.

https://sofalizando.wordpress.com/

Blog também na ferramenta blogger:

https://sofalizando.blogspot.com.br/

Um ano de Salada de frutas pop | Será que continua?

Um ano de blog, seguir motivado e manter o padrão são importantes

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Nunca imaginei que teria um blog, também nunca imaginei que duraria um ano produzindo conteúdo, é difícil seguir motivado, estou tentando. Posto o conteúdo sempre à partir das 23:30 o que não é bom para todos, também posto uma quantidade grande de posts entre 9 e 12 posts diários, o que torna chato é o fato de a caixa de e-mail dos inscritos ficar cheia de notificações, o que é um saco, eu sei por que meu e-mail também esta sempre cheio.

Nunca sei se continuo agradando meus inscritos, pois eles curtem assuntos variados e sigo de volta todos que me seguem, vamos ver alguns números do blog durante um ano:

  • 2200 posts até o momento
  • 45 seguidores
  • 4480 visitantes
  • 6560 visualizações

O engajamento deixa a desejar, não imaginei manter um blog durante um ano, mas também não imaginei um resultado fraco desse jeito, claro, eu não sei quais os números dos blogueiros que me seguem, então eu me adianto e peço desculpas se os meus números são superiores, mesmo duvidando disso. Mas se o engajamento é baixo porque eu continuo? É por vaidade? A lógica já diz que não, eu faço somente porque gosto, espero que o conteúdo esteja agradando, espero completar mais um ano com o blog e espero que você volte sempre.

 

Chega de Game of thrones | Hasta la vista!

Já faz uma semana que a penúltima temporada encerrou precisamos mudar o assunto

Já completou uma semana que a sétima e penúltima temporada de Game of Thrones acabou ainda é cedo para aquela sensação de orfandade, de abandono chegar, mas calma, também precisamos mudar o assunto, uma enxurrada de especulações, análises e entrevistas sobre o aclamado season finale inundaram a net essa semana, até para quem é fan já está enchendo o saco, basta buscar por Game of Thrones e você achará uma dezena de curiosidades e análises apenas sobre o encerramento e mais uma dezena sobre especulações para a última temporada.

Lembrando que a última temporada poderá só retornar em 2019. Abaixo algumas questões que precisam de solução e alguns problemas para o final feliz do enredo.

  • O surgimento do Azor Ahai, o escolhido da profecia
  • O surgimento do Valonqar, a profecia do “irmão mais novo”.
  • Viserion aparentando ser mais poderoso, matará os outros dragões?
  • Bran Stark é o Rei da Noite? tem algum vínculo importante com ele?
  • Cersei morrerá pelas mãos de Tyrion ou Jaime?
  • Daenerys sentará no trono de ferro?
  • Jon Snow, que agora é Targaryen sentará no trano de ferro?
  • O Rei da Noite morrerá com facilidade ou levará metade dos personagens para o além?

Essas são apenas as questões principais, não esquecendo das secundárias também como o arco dos Greyjoys, o embate dos irmãos Clegane, etc. Se ficarmos especulando até 2019 acabaremos loucos.

Outras séries grandes estão retornando, para quem gosta de terror tem a volta de American Horror Story com a temporada Cult. A volta do hiato de Fear the Walking Dead, para quem gosta de Sci-fi tem a segunda temporada de Westworld   também da HBO, e para quem gosta de novelão em Outubro tem The Walking Dead, com mais ação e menos melodrama dessa vez, assim espero. Claro essa aqui é apenas a minha opinião, cada um tem seu gosto.

Robert De Niro | Como o ator virou taxista após vencer seu primeiro Oscar

Preparação para Taxi Driver o fez trabalhar em turnos de 12 horas no volante

Imagine pegar um táxi em Nova York nos anos 70 e, de repente, encontrar ninguém menos que Robert De Niro atrás do volante. O ator, que completa 74 anos neste dia 17 de julho, ficou conhecido por conta de sua dedicação para viver Travis Bickle e para entender todas as nuances do protagonista de Taxi Driver, ele decidiu fazer um “bico” de motorista ao longo de Nova York (Nota: a licença na foto acima é real).

De Niro tentava emplacar sua carreira de ator desde os anos 60, quando aos 20 anos fez uma participação em The Wedding Party, longa de Brian De Palma que só foi lançado em 1969. Depois de participar de pequenas produções ao longo da década, ele veria sua vida mudar quando conheceu um jovem cineasta chamado Martin Scorsese, que o convidou para viver Johnny Boy em Caminhos Perigosos.

O longa foi um sucesso imediato por mostrar uma realidade bruta e cruel de Nova York e, apesar de fazer um personagem coadjuvante, De Niro roubou a cena com uma atuação explosiva e magnética. Paul Scharader, que havia acabado de escrever o roteiro de Taxi Driver, assistiu ao longa e acreditava que Scorsese e De Niro eram os únicos capazes de levar seu trabalho para telona. Vendo o potencial do projeto, ele imediatamente topou realizar o filme, que entraria em um longo processo de pré-produção.

Ao mesmo tempo, De Niro acabou convidado por Francis Ford Coppola para interpretar a versão jovem do Vito Corleone no clássico O Poderoso Chefão II – papel que o rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante – e, depois, partiu para Itália para filmar 1900, com Bernardo Bertolucci. Assim que mudou de país, o longa que sonhava em fazer ao lado de Scorsese começou a caminhar.

Apesar de estar distante de Nova York, De Niro estava focado em entregar uma das melhores atuações de sua vida. Então, ele teve a ideia de procurar uma base do exército americano e a visitou para encontrar o referências para Travis. “Fui até uma base no norte da Itália para gravar o sotaque de alguns garotos que conheci por lá. Eles eram de uma localidade do meio-oeste, que achei que seria bom para o personagem”, afirmou no documentário da edição especial do DVD do longa. 

Ele reproduzia o jeito de falar dos soldados em sua casa, mas achava que isso ainda não era suficiente para o seu personagem. Foi então que decidiu arrumar uma licença para dirigir um táxi em Nova York.

Durante a semana, ele gravava em Roma e, na sexta-feira, pegava um avião até Manhattan. Lá, se dirigia até uma garagem, pegava um táxi de verdade e o guiava pela cidade antes de voltar para as gravações do filme de Bertolucci.

Apesar de já ter conquistado um Oscar e ser relativamente conhecido, ele não foi identificado por nenhum passageiro – exceto um. Segundo o livro The Films of Martin Scorsese and Robert De Niro, de Andrew J. Rausch, um outro ator chamou o táxi de De Niro e percebeu quem era o seu motorista. Imediatamente, ele perguntou o que um vencedor do Oscar estava fazendo ali e ouviu a seguinte resposta: “Pois é, isso é atuação. Um ano você está no Oscar – no outro está dirigindo um taxi”, teria dito De Niro.

O ator trabalhou por turnos de 12 horas por dia e ainda ficava horas nas garagens de taxi estudando o comportamento dos outros motoristas antes de voltar para Itália para terminar de gravar o outro filme. Com isso, adquiriu maneirismos característicos dos taxistas da época, que usou ao longo de Taxi Driver enquanto interagia com outros personagens no momento em que estava na direção. 

Sua dedicação lhe rendeu uma indicação ao Oscar na época, mas o papel siginifica muito mais para o ator. Travis Bickle virou um dos personagens mais conhecidos do cinema e sua famosa fala, “Are you talkin to me? (Está falando comigo?) se tornou uma das mais reproduzidas da história. “Todo dia ao longo de 40 anos pelo menos uma pessoa veio até mim e disse: ‘Está falando comigo?”, afirmou De Niro na festa de 40 anos do filme no ano passado.

Até hoje, Robert De Niro é referência para atores principiantes e grandes nomes de Hollywood. Seus papéis clássicos influenciam novos cineastas até os dias de hoje e, apesar de atualmente se dedicar mais para as comédias, seu trabalho no passado representa o que há de melhor na atuação e, aos 74 anos, ainda é considerado um dos maiores atores da história.

2000 posts | Post Especial | Intolerância Religiosa

Axé pra quem é de axé | Saravá pra quem é de saravá | Aleluia pra quem é de aleluia | Amém pra quem é de amém | Shalom Namastê

2000 posts, eu poderia estar aqui falando de alguma casualidade do mundo pop, algum acontecimento superficial da cultura nerd, algo que causa pouco impacto em nossas vidas, assuntos cujo apenas quem é fan para pra ler ou prestar atenção.

Vivemos tempos difíceis, e a intolerância religiosa é algo que não podemos ignorar, a mídia marrom e o governo tentam minar o direito de livre expressão dos cristãos, eu pessoalmente me declaro como agnóstico, o ateu não acredita em Deus, não aceita a existência de Deus ou outra força que governe o mundo, o agnóstico não acredita totalmente em Deus, mas não tenta refutar a existência de Deus, acredita que pode sim existir um poder maior que governe o universo.

Por ter essa visão cosmológica é sempre importante que pessoas como eu se revoltem com a intolerância religiosa, vivemos em um país extensão territorial, berço de todas as tribos, por que alguns tem mais direitos de expressão do que outros?

Por que a Universal é tão grande e ninguém fala sobre a Umbanda?

Cada pessoa que lute pelo direito de preservar a família e bons costumes da sociedade corre o sério risco de ser taxado como extremista. Ser conservador é ser extremista?

Um velhinho com uma bíblia na parada gay representa o mesmo perigo que um militante do Ísis decapitando um infiel?

Os meus direitos e deveres acabam e começam onde acabam e começam os seus, uma sociedade ideal é composta por direito de livre arbítrio e livre expressão, cada um no seu quadrado sem invadir e desrespeitar o espaço do outro.

O Pastor é ladrão, O padre é pedófilo, O pai de santo é macumbeiro, Orixás são besteira, tarot é enganação, Rastafari é maconheiro, islã é terrorista, Judeu é mão de vaca, etc.

Se você riu ou concordou com alguma coisa repense melhor, você pode ser intolerante.

O respeito é apenas um pequeno passo para um mundo melhor, não é fácil aceitar algumas coisas, mas devemos tentar, começando em casa, na escola e no trabalho, se as pessoas que te rodeiam pensam como você, possuem a mesma mentalidade se torna ainda mais difícil e importante mudar, as pessoas que você não conhece não são necessariamente ladrões, maconheiros, extremistas, moralistas, etc.

Saia da sua zona de conforto, abra sua mente e aceite as diferenças, um mundo melhor só começa com a sua ajuda.

Blade Runner – O Caçador de Androides | 35 Anos

Relembre o clássico de Ridley Scott

Lançado nos EUA em 25 de junho de 1982Blade Runner – O Caçador de Androides está completando 35 anos de idade. Relembre neste artigo especial a importância do filme, suas versões e o fracasso comercial que se tornou um dos filmes mais cultuados de todos os tempos antes da estreia da sua inesperada continuação, Blade Runner 2049, que chega aos cinemas em outubro.

A produção de Blade Runner
Por Renato Góes

Críticos de arte em geral torcem o nariz para os filmes de ficção científica por terem uma ideia arbitrária de que o gênero é composto por produções em que a prioridade é dada apenas os efeitos especiais. No entanto, Blade Runner – O Caçador de Androides (Blade Runner, 1982), foge dos parâmetros pré-estabelecidos e traz adjetivos suficientes para agradar até mesmo os que não são fãs do gênero.

A história é ambientada no início do século 21, mais precisamente em Los Angeles. O clima quente e ensolarado é substituído por uma metrópole de formas e cores sinistras, onde uma superpopulação se amontoa em arranha-céus decadentes, corroídos por uma incessante chuva ácida que teima em cair.

É nesse decadente planeta Terra que vive o detetive Deckard, interpretado por Harrison Ford. Ele é convocado por seus superiores a realizar um último trabalho. Exterminar (“aposentar” é o termo técnico) quatro androides desertores, chamados de Replicantes, que fugiram à cidade após uma rebelião em um sistema estelar. O detalhe é que essa geração de androides – a NEXUS 6 – é o mais próximo que os humanos chegaram da perfeição robótica. Além de serem dotados de grande inteligência, agilidade e força física, os replicantes têm um objetivo a ser alcançado: A busca por mais tempo de vida.

A história é baseada na obra de Philip K. Dick, Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (conheça o livro), e foi adaptada pelos roteiristas Hampton Fancher e David Peoples. A direção ficou a cargo de ninguém menos que o inglês Ridley Scott (Gladiador), que anos antes já havia feito o também cult Alien – O 8º Passageiro. Outros dos nomes em destaque do longa-metragem são os do designer Syd Mead (Moebius foi convidado, mas declinou – algo de que mais tarde se lamentou), o diretor de arte David Snyder e o diretor de fotografia Jordan Cronenweth, no que é o mais relevante trabalho de suas carreiras. Todo o visual futurista-retrô é inspirado nos filmes noir da década de 50, nos quadrinhos de ficção franceses (especialmente a revista Metal Hurlant) e em outro clássico da ficção científica, Metrópolis, de Fritz Lang. Igualmente marcante é a trilha sonora de Vangelis – uma das mais reconhecidas do cinema até hoje.

O elenco de Blade Runner é composto por Sean Young, Edward James Olmos, Daryl Hannah e Rutger Hauer, em seu melhor papel. É dele um dos melhores momentos do filme, quando profere a célebre frase “todos esses momentos ficarão perdidos no tempo, como lágrimas na chuva”.

Além de conquistar o célebre título de cult movie, Blade Runner é considerado até hoje um dos filmes mais influentes da década de 1980, tanto visualmente como pelo próprio roteiro sugestivo. Bom, é que muitas dúvidas sobre o personagem de Ford demoraram muito para serem respondidas claramente. É que em 1993, Ridley Scott lançou uma nova versão do filme, chamada directors cut (versão do diretor), virando de cabeça pra baixo o que se pensava sobre o filme.

Quatro versões e a Edição Especial
Por Érico Borgo

Blade Runner é uma das vítimas mais notáveis da indústria do cinema na história. O clima sombrio e pessimista da versão entregue por Ridley Scott foi amenizado pelo estúdio para o lançamento nas telas. Primeiro, os gênios hollywoodianos resolveram que a produção carecia de explicações. Assim, Roland Kibbee, premiado por seu trabalho na série Columbo, foi chamado para escrever toda a simplista narração em off do personagem de Harrison Ford. Esse foi o último trabalho da carreira do roteirista, que morreu dois anos depois.

Além disso, toda e qualquer referência à irônica idéia de que Deckard seria também um replicante foram extirpadas da montagem (os sonhos, o unicórnio de papel). Pra completar, um final feliz, com o Caçador de Androides e a bela Rachael (Young) fugindo juntos para as montanhas foi inserido. A cena final, criada a partir de sobras de filmagens deixadas na sala de edição por Stanley Kubrick quando dirigiu seu O Iluminado (1980), mostra uma estrada com belas montanhas nevadas. Absurdo… parte do apelo do filme é sua visão, quase profética, em mostrar problemas como a superpopulação e a mudança climática – e o tempo todo é martelado no público que fugir para as colônias espaciais é o único meio possível de felicidade (o dirigível está presente em todo o filme, mesmo nas cenas internas, através da luz). A existência de um cenário idílico como aquele do final do filme original vai de encontro a todos os conceitos estabelecidos durante a história.

Não dá pra saber se foi por esses motivos ou não (as críticas negativas são frequentemente citadas como um dos fatores que contribuíram para o insucesso), mas Blade Runner foi um fracasso nas bilheterias dos Estados Unidos. Na verdade, é mais provável que a dura concorrência de E.T. (de Steven Spielberg), que estreou duas semanas antes, em 11 de junho de 1982, dominando as bilheterias, seja a responsável. Além disso, O Enigma de Outro Mundo (The Thing, de John Carpenter) também estreou no mesmo dia que Blade Runner, com apelo ao mesmo público, dividindo a arrecadação. Vale destacar também que a versão lançada nos EUA (U.S. theatrical version) e a que ganhou o resto do mundo (International Cut) são diferentes. A primeira tem menos violência.

Foi só com o tempo que as sutilezas do trabalho de Scott foram notadas – e Blade Runner ganhou status de “cult”.

A Edição Especial – de 2005 – traz em três discos as quatro versões mais conhecidas do filme (há outras para a TV e festivais, de menor importância): As duas de 1982 (Versão para cinema EUA e Versão para cinema internacional), a Versão do diretor (1992) e a Versão final do diretor (2007). Em 2012, para comemorar os 30 anos, uma nova versão do filme será lançada, em Blu-Ray e com uma miniatura do “spinner”, o carro voador, e 10 horas de extras inéditos. Veja os detalhes aqui.

Blade Runner é um dos melhores filmes de ficção científica já realizados e tantas versões disponíveis fazem parte da diversão, já que permitem comparar as visões comercial e artística de um mesmo produto, que podem ser tão diferentes quanto homens e máquinas.

Livro Vs Filme
Por Natália Bridi

Dois termos consagrados pelo filme não aparecem no livro. Blade Runner, a alcunha dos caçadores de recompensa, foi encontrada pelo roteirista Hampton Fancher em um roteiro do beat William S. Burroughs para o livro de Alan E. Nourse – em  um futuro distópico, remédios e equipamentos eram fornecidos por contrabandistas, os bladerunners (algo como traficantes de lâminas). Já o termo replicante teria surgido por sugestão da filha de David Peoples. Ridley Scott queria um sinônimo de androide sem precedentes e a filha do roteirista sugeriu replicating (replicação), que consiste no processo de duplicação das células para clonagem.

Por mais instáveis que fossem as opiniões de Philip K. Dick sobre a adaptação, o escritor acertou ao prever a relação complementar entre Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? e Blade Runner-  “Você lê o roteiro e depois lê o livro e é como se fossem as duas metades de um metatrabalho, de um meta-artefato. É sensacional”, declarou em uma das suas últimas entrevistas. O contato com as duas obras certamente leva a algo maior. Se no livro existe o questionamento do que nos torna humanos, exemplificado pela relações entre homens e animais em um futuro pós guerra nuclear, o filme mostra melhor a ambição por humanidade dos androides, eternizada na colaboração do ator Rutger Hauer na fala do replicante Roy Batty, o líder dos Nexus-6 fugitivos: “Vi coisas que vocês não acreditariam. Naves de ataque ardendo no cinturão de Órion. Observei raios gama brilharem na escuridão próxima ao Portão de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo como lágrimas na chuva. Hora de morrer”.

Na devastada Terra de 1992 do livro, a extinção de quase todos os animais transformou a fauna restante em um sinal de aceitação social. Um sujeito integrado precisava comprar e cuidar de um animal. Sem dinheiro, Deckard preenche esse vazio e engana seus vizinhos com uma vergonhosa ovelha sintética. Quando assume o trabalho de “aposentar” os androides Nexus-6, tudo o que pensa é que a recompensa finalmente lhe dará o dinheiro necessário para comprar um bicho de verdade – ao longo da narrativa, o personagem constantemente consulta o catálogo da Sidney’s, que avalia o preço e a raridade dos animais. No filme, que se passa em 2019, os animais sintéticos são incorporados ao ambiente, aparecendo nas tumultuadas ruas e como uma das evidências recolhidas na investigação de Deckard.

O cenário de Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? é seco, um mundo tomado pela poeira radioativa e pelo entulho, com as coisas criadas pelo homem assumindo o espaço deixado pela humanidade, que fugira para as colônias espaciais. Já o longa mostra uma Los Angeles úmida e sombria por razões mais práticas. Filmar à noite, na chuva e com muito vapor contornava as limitações dos cenários e dos efeitos especiais da época. Ainda assim, os mundos de Scott e de K. Dick compartilham do mesmo aspecto desolador, mostrando uma população que tenta permanecer humana e se adaptar às circunstâncias. Scott cita a revista Heavy Metal como uma das grandes inspirações visuais do filme, com a notável influência dos traços de Mœbius e Enki Bilal nos cenários, objetos de cenas e figurinos dos tipos que preenchem a história de Rick Deckard.

Além das diversas versões do filme, o roteiro foi reescrito inúmeras vezes, com tantas exigências de alterações que levaram a saída de Fancher e quase enlouqueceram Peoples. Diversos trechos sequer chegaram a ser filmados em função do orçamento já estourado do longa. A cena de abertura original colocava Deckard em ação, com o caçador de androides aposentando um replicante em uma cabana em meio a gigantescas máquinas agrícolas. Outra cena revelava Roy Baty emergindo de uma pilha de entulho nas colônias fora da Terra; outra mostrava  o desdobramento do encontro entre Roy e seu criador, com a revelação que Dr. Eldon Tyrell (Joe Turkel) morrera há anos e residia em um sarcófago tecnológico. Esses trechos descartados, somados ao corte final de Blade Runner, mostram a riqueza da base fornecida por K. Dick e levam a conclusão do próprio autor, na carta à Ladd Company, de que o filme criara “coletivamente uma forma nova e incomparável de expressão artística e gráfica, nunca vista anteriormente”.

No posfácio da edição de Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, o traduror Ronaldo Bressane desenvolve uma análise completa dos paralelos entre o cultuado filme e o livro que o originou. Das diferenças entre a Rachel de K. Dick e a de Sean Young (uma criança femme fatale e uma femme fatale criança), à simpatia dos solitários J.R. Isidore (livro) e de J.F. Sebastian (William Sanderson no filme) pelos androides com prazo de validade para viver, passando pelo aspecto religioso, ausente na adaptação, no culto de empatia a Wilbur Mercer, em uma mistura de ensinamentos cristãos e budistas. É um interessante estudo sobre uma obra complexa que se mostra, ao final, mais para o realismo fantástico do que para a ficção científica.