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Produtores do Arrowverse não tinha intenções de criar franquia

Marc Guggenheim e Greg Berlanti afirmam que “cada passo foi uma surpresa”

Imagem promocional de Crise nas Infinitas Terras/CW

Provavelmente uma das maiores franquias televisivas de super-heróis da atualidade, o Arrowverse, universo compartilhado de séries da CW baseadas em propriedades da DC Comics, já abrange oito séries – contando Raio Negro e os já anunciados derivados Green Arrow and The Canaries e Superman & Lois Lane – em oito anos, criando na emissora uma base sólida para o desenvolvimento de novas produções inspiradas em personagens da editora. Esse vasto elenco, porém, não estava nos planos quando Marc Guggenheim e Greg Berlanti criaram, em 2012, Arrow, seriado do Arqueiro Verde protagonizado por Stephen Amell.

Muitos gostam de achar que nós planejamos isso”, afirmou Berlanti ao Entertainment Weekly. “Cada passo foi uma surpresa”. Na mesma reportagem, Guggenheim lembra de ter negado diversas vezes a possibilidade de introduzir outros heróis da DC em Arrow: “nenhuma dessas entrevistas vale muita coisa agora”.

Enquanto a série do Arqueiro Verde introduziu The Flash e Legends of Tomorrow, Supergirl, inicialmente exibida pela CBS, se tornou parte do Arrowverse em seu 18º episódio, quando apresentou seu primeiro crossover com o Corredor Escarlate. Já Raio Negro, idealizada pela CW como uma produção a parte do universo compartilhado, não fugiu da vontade dos fãs e, a partir de Crise nas Infinitas Terras, deve integrar a mesma linha narrativa dos outros seriados.

Sobre a rápida expansão do universo da DC na emissora e os eventos anuais envolvendo quase todas as produções, Guggenheim resumiu como “inacreditável”. “A melhor maneira de [criar um universo narrativo/televisivo] é criar um bom primeiro programa. Esse aí é o difícil. Se você conseguir, faça o segundo bom programa”, refletiu o produtor, se referindo a Arrow e The Flash.

Com o fim de Arrow após a sua oitava temporada, a CW já planeja mais dois derivados: Green Arrow and The Canaries, focada em Mia Smoak (Katherine McNamara) e nas Canários Negro Laurel (Katie Cassidy) e Dinah (Juliana Harkavy), e Superman & Lois Lane, que contará a história do Superman (Tyler Hoechlin) de Supergirl.

A Crise nas Infinitas Terras será dividida em cinco partes: as três primeiras indo ao ar nos Estados Unidos respectivamente em 8, 9 e 10 de dezembro, enquanto as duas finais serão transmitidas em sequência no dia 14 de janeiro de 2020. A Warner Channel, que transmite os programas no Brasil, já afirmou que transmitirá o especial em dezembro e em janeiro, mas não é certo se acontecerá nos mesmos dias que a transmissão original.

Na trama da Crise nas Infinitas Terras nos quadrinhos, o Antimonitor quer acabar com os multiversos (já apresentados e explorados nas séries) e o Monitor reúne os heróis para impedir a ação. Ainda não há detalhes sobre como será a história na TV, mas a apresentação do personagem e o teaser citando que “mundos vão morrer” indicam que o caminho será parecido. O especial da DC na CW envolverá as séries ArrowThe FlashSupergirlBatwoman e Legends Of Tomorrow.

Crise nas Infinitas Terras | Superman enforca outro Superman em nova foto

Novo crossover das séries da DC vai reunir várias versões do Homem de Aço

Crise nas Infinitas Terras | Superman enforca outro Superman em nova foto

A CW divulgou uma foto inédita de Crise nas Infinitas Terras, o novo crossover das séries da DC. A imagem mostra o Superman interpretado por Brandon Routh enforcando o Homem de Aço vivido por Tyler Hoechlin. Confira abaixo:

A Crise nas Infinitas Terras será dividida em cinco partes: as três primeiras indo ao ar respectivamente em 8, 9 e 10 de dezembro, enquanto as duas finais serão transmitidas em sequência no dia 14 de janeiro de 2020. A Warner Channel, que transmite os programas no Brasil, já afirmou que transmitirá o especial em dezembro e em janeiro, mas não é certo se acontecerá nos mesmos dias que a transmissão original.

Na trama da Crise nas Infinitas Terras nos quadrinhos, o Antimonitor quer acabar com os multiversos (já apresentados e explorados nas séries) e o Monitor reúne os heróis para impedir a ação. Ainda não há detalhes sobre como será a história na TV, mas a apresentação do personagem e o teaser citando que “mundos vão morrer” indicam que o caminho será parecido. O especial da DC na CW envolverá as séries Arrow, The Flash, SupergirlBatwoman Legends Of Tomorrow.

The Flash – 5ª Temporada | Crítica

Prestes a entrar na Crise nas Infinitas Terras, série ainda diverte, mas repete todas as ideias do primeiro ano

Grant Gustin como Barry Allen em The Flash, da CW

[Cuidado! Spoilers da 5ª temporada de The Flash abaixo]

Não é exagero dizer que o Arrowverse está confortável. Mesmo com quedas e picos aqui e ali, as séries da CW mantém uma audiência boa o bastante para garantir novas temporadas – mas isso também pode acabar resultando em tramas que não precisam ousar para manter o interesse dos espectadores. Enquanto The Flash não é o maior exemplo disso – já que Arrow demorou muito a retomar a qualidade dos primeiros anos -, a saga de Barry Allen (Grant Gustin) cada vez mais parece correr em círculos. A quinta temporada, ainda que bem agradável de assistir, deixa isso claro.

A trama explora as consequência da chegada de Nora West-Allen (Jessica Parker Kennedy), filha de Barry e Iris West (Candice Patton) no futuro que volta ao passado para conhecer o pai: por conta do tão-citado sumiço do Flash em 2024, a garota foi criada apenas por mãe. Ainda que seja fácil acreditar que o desejo de bagunçar linhas temporais seja hereditário, é um acerto que o seriado trabalhe em harmonia a progressão narrativa com a estrutura procedural de “Caso da Semana” – algo que se tornou bem mais divertido quando, alguns anos atrás, o programa se dedicou a apresentar mais vilões que não são velocistas. Mesmo que as conclusões sejam previsíveis, há sempre um elemento de surpresa ao entender a natureza da ameaça e ver a equipe buscando formas de enfrentá-la.

O que também segura muito bem a barra semanalmente é o enorme carisma do elenco, algo que a série entende e aproveita muito bem. Enquanto a trama principal lida com Barry e Iris tentando desvendar a paternidade tardia, os sub-arcos investem na vida pessoal dos secundários, trazendo uma boa variedade de tom ao ter momentos mais dramáticos, como Caitlin (Danielle Panabaker) descobrindo que seu pai ainda está vivo, ou então mais cômicos, como Cisco (Carlos Valdes) lidando com um pé na bunda. A naturalidade em como todos respondem aos caóticos ataques da semana que tornam The Flash tão assistível, mesmo em seus maiores absurdos, como ter Tom Cavanagh interpretando uma versão alternativa de Harrison Wells que imita o detetive Sherlock Holmes, só que francês ao invés de britânico.

Loop Temporal

Desde a terceira temporada é perceptível que a produção tem dificuldade em criar grandes mudanças, mesmo que estabelecidas pela narrativa – como a tentativa de adaptar Ponto de Ignição (Flashpoint no original), que durou por apenas alguns episódios e suas consequências mal importaram. O quinto ano começa enganando bem nesse aspecto ao trazer Nora do futuro e apresentar Cicada (Chris Klein), um matador de meta-humanos, como o vilão recorrente.

Ainda que com muitos defeitos – como um visual pouco inspirado e atuação comicamente exagerada – o antagonista desperta o interesse do público ao se colocar como um desafio além das capacidades do Flash, forçando a equipe a buscar todas as alternativas de derrotá-lo, seja através da força, ou recorrendo ao lado emocional do homem por trás da máscara. Ao ritmo que as coisas avançam, é revelado que a presença do vilão, e também da filha do protagonista, na verdade são “parte do plano” de um velho conhecido: Eobard Thawne, o Flash Reverso. A decisão de ter um antagonista acima de Cicada “comandando” tudo, é pensada como plot twist, mas não só enfraquece o vilão que é construído durante todos os episódios como também revela a falta de novas ideias da produção.

No quinto ano, The Flash já devia estar em um novo patamar, com novas preocupações, mas os mesmos conceitos estabelecidos pela temporada de estreia agora são revividos por Nora tentando encontrar seu lugar como heroína – até mesmo repetindo todo o arco de Thawne, vestindo o rosto de Harrison Wells (Tom Cavanagh), ensinando como fazer uso dos poderes enquanto manipula o velocista novato para seus interesses, ou a introdução da Força da Velocidade e a constante jornada para impedir que o Flash desapareça no ano de 2024. Mesmo a relação da jovem com Barry remetem à dinâmica que o protagonista tinha com Joe (Jesse L. Martin).

Retomar esses conceitos pode até fazer sentido como forma de preparar o solo para a vindoura adaptação de Crise nas Infinitas Terras – citada tanto pelo Flash Reverso quanto durante a cena final, em que a data do jornal é adiantada para 2019. Os bastidores também podem oferecer um pouco de contexto, já que o Arrowverse começou a desmoronar com a conclusão de Arrow. Não é exagero pensar que The Flash pode estar prestes a entrar em seus últimos anos mas, mesmo se não for o caso, a série precisará mostrar evolução daqui pra frente porque, como a quinta temporada prova, ter a intenção de mudar não é o suficiente se o resultado final for o ponto de partida de toda a jornada.The Flash Em andamento (2014- ) Criado por: CW Duração: 5 temporadas

Penúltimo episódio de The Flash antes de crossover avança trama de vilão

Hemoglobina se torna ameaça real ao usar insegurança de Barry contra o herói

Candice Patton e Grant Gustin em The Flash/CW

Após duas semanas de fillers, The Flash voltou a focar nas tramas principais de sua sexta temporada, que continua preparando o público para a Crise nas Infinitas Terras ao mesmo tempo em que mostra o vilão Hemoglobina (Sendhil Ramamurthy) continuando sua busca sanguinária por poder. Em “The Last Temptation of Barry Allen, Part 1”, o Velocista Escarlate (Grant Gustin) se torna alvo de jogos psicológicos do antagonista, enquanto Iris (Candice Patton) e Allegra (Kayla Compton) investigam o caçador de meta-humanos responsável por transformar a prima da nova integrante da série em uma assassina de aluguel.

[Spoilers de “The Flash – The Last Temptation of Barry Allen, Part 1” a seguir]

Começando com um confronto muito bem realizado e divertido entre Ramsey/Hemoglobina e Ralph/Homem-Elástico (Hartley Sawyer), o sétimo episódio do sexto ano tem um bom início, mostrando logo em seus primeiros segundos o perigo representado pelo grande antagonista dessa primeira metade da temporada. Construindo uma grande expectativa para o confronto entre Flash e Hemoglobina desde o tenso e aterrorizante episódio de Halloween, a série guarda o embate físico entre herói e vilão para depois, preferindo que o combate dos dois se dê no campo mental.

Assim como o restante da temporada, o novo capítulo de The Flash foca no psicológico de seus personagens, explorando a capacidade de decisão de Barry, Iris, Nevasca (Danielle Panabaker) e Cisco (Carlos Valdes) e o preparo dos protagonistas para a Crise que, no universo televisivo, chegará em apenas dois dias. Esse sentimento de urgência mexe com os sentimentos de todos os envolvidos e até a inabalável Nevasca sofre com momentos de indecisão ao ver seus amigos em situações de perigo.

No arco principal do episódio, Hemoglobina consegue induzir Barry em um coma, com a intenção de dominar seu corpo e, com isso, usar o Flash como arma. A Força da Aceleração – personificada com a aparência da mãe de Barry (Michelle Harrison) – alerta o herói para os planos de Ramsey, pedindo que ele lute. Porém, o mundo ideal mostrado pelo vilão, em que o Flash não só sobrevive à Crise, mas também salva o universo, tenta demais o Homem Mais Rápido do Mundo.

O núcleo principal do episódio mostra uma força fenomenal não só pela qualidade do roteiro, mas também pelas ótimas atuações. Mais uma vez, Gustin se mostra capaz de levar nas costas todo o peso emocional de The Flash, enquanto Ramamurthy incorpora de vez toda a loucura do vilão, com uma atuação divertida e ameaçadora que só eleva os riscos trazidos por seu vilão. Mas é Harrison, com sua personagem carinhosa, honesta e, claro, maternal, que rouba a cena. A Força da Aceleração faz o que pode para que Barry mantenha sua humanidade. A verdade em seu discurso dá o contraponto ideal para a argumentação manipuladora de Hemoglobina.

Já a investigação de Iris e Allegra, com o reforço da sempre bem-vinda Kamila (Victoria Park), distrai um pouco da emocionante trama principal. Embora Park e Compton continuem sendo as adições mais felizes à sexta temporada da série, já que providenciam novas dinâmicas ao grupo principal, ambas pareceram subaproveitadas no arco em que a esposa de Barry aceita começar a escrever o artigo sobre o desaparecimento do Flash, mostrado pela série desde sua primeira temporada. A história, que toma um tempo desproporcional à sua importância para a série, é resolvida de maneira apressada e insatisfatória e o único ponto positivo de todo o arco é a interação entre Allegra e Kamila, ainda que limitada.

Deixando um gancho para ser concluído na próxima semana, “The Last Temptation of Barry Allen, Part 1” conta com bom trabalho de seu elenco, apesar dos altos e baixos do roteiro. A cuidadosa construção do vilão Hemoglobina, feita nos episódios anteriores, teve um grande resultado, com um dos melhores antagonistas de The Flash até agora. Porém, na pressa de avançar várias tramas ao mesmo tempo, o episódio perdeu um pouco o foco, entregando uma hora apenas mediana de televisão.

Crise nas Infinitas Terras | Heróis se unem no trailer do crossover da DC

Especial vai ao ar em cinco partes, entre dezembro e janeiro

Crise nas Infinitas Terras, o crossover do Arrowverse, teve seu primeiro trailer completo divulgado que mostra a reunião dos vários universos e heróis da DC. Veja acima.

A Crise nas Infinitas Terras será dividida em cinco partes: as três primeiras indo ao ar respectivamente em 8, 9 e 10 de dezembro, enquanto as duas finais serão transmitidas em sequência no dia 14 de janeiro de 2020. A Warner Channel, que transmite os programas no Brasil, já afirmou que transmitirá o especial em dezembro e em janeiro, mas não é certo se acontecerá nos mesmos dias que a transmissão original.

Na trama da Crise nas Infinitas Terras nos quadrinhos, o Antimonitor quer acabar com os multiversos (já apresentados e explorados nas séries) e o Monitor reúne os heróis para impedir a ação. Ainda não há detalhes sobre como será a história na TV, mas a apresentação do Monitor (LaMonica Garrett) e o teaser citando que “mundos vão morrer” indicam que o caminho será parecido. O especial da DC na CW envolverá as séries Arrow, The Flash, Supergirl, Batwoman e Legends Of Tomorrow.

The Flash escala atriz de The Originals como Sue Dearbon

Natalie Dreyfuss ganha papel recorrente na série

The Flash escala atriz de The Originals como Sue Dearbon

A atriz de The Originals, Natalie Dreyfuss, foi escalada para interpretar Sue Dearbon na sexta temporada de The Flash [via TV Line]. A personagem, que nos quadrinhos se torna esposa de Ralph Dibny, o Homem-Elástico, terá aparição recorrente na produção. 

A descrição de Sue Dearbon explica que a personagem possui uma inteligência única e uma personalidade espirituosa. A jovem é filha de uma das famílias mais ricas da cidade, mas há muito mais por trás da sua riqueza, algo que será descoberto por Ralph quando os dois se encontrarem.  

O próximo episódio de The Flash, “License to Elongate” vai ao ar em 19 de novembro.  A série prepara o super-herói para o crossover Crise nas Infinitas Terras, que envolverá cinco títulos da CW:ArrowSupergirl, Batwoman eLegends Of TomorrowAlém disso, também marcará a entrada de Raio Negro no Arrowverse.

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Ator de The Flash define Crise nas Infinitas Terras como “insanidade”

Carlos Valdes afirmou que evento é gigantesco

Carlos Valdes em cena de The Flash/CW

A pouco mais de um mês da transmissão do primeiro episódio do crossover Crise nas Infinitas Terras, próximo grande evento do Arrowverse, Carlos Valdes, o Cisco de The Flash, afirmou que a história criada pela equipe CW é gigantesca e cheia de surpresas. Segundo o ator, o arco ultrapassou os limites da insanidade (via TVLine).

É gigantesco. É estúpido o quão gigantesco é” disse Valdes. “É surpresa atrás de surpresa, com ação e efeitos especiais encaixados na trama. Quando eu achava que [o evento do] ano passado tinha chegado ao limite da insanidade, o [crossover] desse ano aparece”.

A Crise nas Infinita Terras será dividida em cinco partes: as três primeiras indo ao ar respectivamente em 8, 9 e 10 de dezembro, enquanto as duas finais serão transmitidas em sequência no dia 14 de janeiro de 2020. A Warner Channel, que transmite os programas no Brasil, já afirmou que transmitirá o especial em dezembro e em janeiro, mas não é certo se acontecerá nos mesmos dias que a transmissão original.

Na trama da Crise nas Infinitas Terras nos quadrinhos, o Antimonitor quer acabar com os multiversos (já apresentados e explorados nas séries) e o Monitor reúne os heróis para impedir a ação. Ainda não há detalhes sobre como será a história na TV, mas a apresentação do Monitor e o teaser citando que “mundos vão morrer” indicam que o caminho será parecido. O especial da DC na CW envolverá as séries Arrow,The Flash, SupergirlBatwoman Legends Of Tomorrow

Tensão pré-Crise assombra The Flash em episódio de Halloween

“There Will Be Blood” apresenta de vez vilão da temporada com roteiro sólido e atuações emocionantes

Grant Gustin como Flash em The Flash/CW

Grande introdução para o crossover do Arrowverse do ano, ao lado de Arrow, a sexta temporada de The Flash vem usando seus episódios para abordar temas como luto, mortalidade e responsabilidade. Apesar de seu tom naturalmente mais leve que outras produções da DC na CW, a série vem acertando a mão, dando o peso necessário que à trama que antecede Crise nas Infinitas Terras e a iminente morte de Barry (Grant Gustin).

[Spoilers de “The Flash – There Will Be Blood” a seguir]

Deixando um pouco o crossover de lado, “There Will Be Blood”, episódio transmitido nesta terça (29) nos Estados Unidos, continuou o bom trabalho da temporada com um capítulo atipicamente sombrio que finalmente mostrou a transformação definitiva de Ramsey (Sendhil Ramamurthy) em vilão. Depois dos experimentos mostrados na última semana, o médico e cientista ficou ainda mais obcecado em encontrar uma cura para sua doença terminal e passa a agir de maneira quase maníaca. O momento em que o personagem deixa de lado suas dúvidas e abraça o instinto assassino que acompanha essa obsessão é muito bem representada na atuação de Ramamurthy que, mesmo cercado de efeitos visuais ruins, dá personalidade ao vilão Hemoglobina, que vai de um homem desesperado a uma força quase inabalável em um piscar de olhos.

No núcleo da Equipe Flash, Cisco (Carlos Valdes) e Ralph (Hartley Sawayer) recebem de maneira amarga a notícia de que Barry deve morrer em Crise nas Infinitas Terras. Enquanto o cientista se revolta por não poder ajudar o amigo, o detetive particular se isola em seu escritório, descontando a tristeza em uma garrafa de vodka. Ver os dois principais responsáveis pelo alívio cômico da série perdidos no luto é uma boa novidade em The Flash. A série, que tem o costume às vezes incômodo de aliviar todos os seus momentos de tensão com piadas fora de hora, deixa o clima triste se instaurar de maneira natural, com as reações de Cisco e Ralph sendo completamente condizentes com seus respectivos desenvolvimentos até aqui.

Mesmo com o foco de “There Will Be Blood” ser na relação entre Barry e Cisco, é o diálogo final entre o herói e Joe (Jesse L Martin) que apresenta o ápice emocional do episódio. Já ciente da morte do filho adotivo, o policial expõe o medo e a tristeza de seguir em frente sem o velocista, que não terá a chance de ver seus filhos crescerem como o policial teve. Extremamente sólida, a cena apenas reforça a dinâmica de pai e filho entre os dois personagens e toda a emoção do momento é ressaltada pelas ótimas atuações de Martin e Gustin, que, após seis anos trabalhando juntos, desenvolveram uma química inigualável dentro do Arrowverse.

Nas cenas de ação, o sentimento de falha também cerca os heróis que, pela primeira vez desde a morte de Henry (John Wesley Shipp), pai de Barry, não conseguem salvar pessoas inocentes das mãos do vilão. Mesmo com pouco tempo de tela, Hemoglobina mostra ser um antagonista aterrorizante, especialmente pela cena sangrenta deixada após a batalha.

A tensão só é cortada com a aparição de Harrison “Nash” Wells (Tom Cavanagh), que surge mais para ajudar na trama de Barry e Cisco do que realmente se desenvolver como personagem. Pedindo ajuda da equipe para montar um equipamento de rastreamento, o viajante do multiverso é o catalisador da aventura da semana, que leva à grande discussão sobre heroísmo entre Flash e o cientista do STAR Labs.

Ao invés de gastar mais um episódio para introduzir Crise nas Infinitas Terras, The Flash usa o crossover como parte da própria trama, fazendo do peso de suas consequênciaso fio condutor da história de seus personagens. Mais tenso e sombrio do que o normal, “There Will Be Blood” não fica devendo em nada em relação aos outros capítulos da temporada. Com exceção dos efeitos especiais que caracterizam os poderes de Hemoglobina, a série segue o padrão extremamente sólido apresentado nas semanas anteriores.

Superman do Arrowverse ganhará série de TV pela CW

Emissora está desenvolvendo projeto focado na versão de Tyler Hoechlin, com a Lois Lane de Elizabeth Tulloch

Tyler Hoechlin como Superman em Supergirl

O Superman de Tyler Hoechlin, mostrado em Supergirl, ganhará sua própria série de TV na CW. A emissora está desenvolvendo Superman & Lois, programa focado no personagem e na Lois Lane de Elizabeth Tulloch [via Hollywood Reporter].

Ambos os atores reprisarão seus papéis no seriado inédito, que terá roteiro por Todd Helbing, showrunner de The Flash. A produção-executiva será de Helbing e também de Greg Berlanti, que produz todas as séries do Arrowverse.

Segundo a sinopse o programa deve ser mais puxado à Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman, “acompanhando o herói mais famoso do mundo e a jornalista mais famosa dos quadrinhos lidando com o estresse, pressão e complexidades de serem pais trabalhadores na sociedade de hoje”.

Superman & Lois deve ser lançado já na Temporada 2020-2021, e não é o único derivado do Arrowverse em desenvolvimento. A emissora também trabalha em uma série estrelada por Katherine McNamara, Katie Cassidy e Juliana Harkavy, trio de Arrow.

Arrow | Fotos revelam participação do Monitor no próximo episódio

“Present Tense” vai ao ar nos EUA em novembro

A CW revelou fotos inéditas de “Present Tense”, o próximo episódio de Arrow. As imagens revelam participação do Monitor, personagem interpretado por LaMonica Garrett, que é diretamente ligado a Crise nas Infinitas Terras, o próximo crossover do Arrowverso. Confira abaixo:

Arrow será finalizada no oitavo ano, em uma temporada menor com apenas 10 episódios. A série está no ar desde 2012 e é transmitida no Brasil pelo canal pago Warner.

Já o crossover Crise nas Infinitas Terras envolverá cinco séries da CW: Arrow, The Flash, Supergirl, Batwoman e Legends Of TomorrowOs três primeiros episódios do especial serão exibidos em dezembro deste ano e a história se completa em janeiro, com a transmissão dos dois últimos.